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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 494

— Então por que, agora, estamos atacando os Moretti?

Os olhos de Augusto se estreitaram.

— Não pergunte o que não precisa saber.

O aviso bastou.

Gael se calou na mesma hora.

Ainda assim, uma sensação incômoda permaneceu. O instinto lhe dizia que aquela ofensiva contra o Grupo Moretti escondia muito mais do que simples retaliação.

Do outro lado, a notícia de que os Duarte começaram a pressionar os negócios do Grupo Moretti pelos bastidores chegou rapidamente a Marcelo.

E ele quase não conseguiu esconder a satisfação.

Pensou por alguns instantes antes de pegar o celular.

— Não faço ideia do que aquela idiota da Larissa fez para comprar briga com os Duarte. Mas pouco importa. Nossa oportunidade chegou.

Seu sorriso se alargou.

— Prepare tudo. Se jogarmos direito desta vez, talvez finalmente consigamos o que queremos.

Quando encerrou a ligação, Marcelo permaneceu com o celular na mão, saboreando a perspectiva.

Esperou tempo demais por uma nova brecha.

E continuava esperando pelo dia em que veria Larissa fora do Grupo Moretti.

...

Larissa, alheia às armadilhas que começavam a se fechar ao redor dela, só voltou para casa depois que a noite caiu.

Mais cedo, pediu a Leandro que comprasse alguns suplementos e presentes para levar no dia seguinte. Quando chegou ao Serenora, ele já a esperava lá embaixo.

Larissa desceu, recebeu as sacolas e as acomodou no carro.

Estava prestes a voltar para o prédio quando o celular vibrou.

Nem precisou abrir a mensagem para imaginar quem era.

Quando deslizou o dedo pela tela, confirmou.

Ciro.

[Ciro: Lari, chegou mais uma Festa da Lua. Pena que este ano eu não vou poder passar com você.]

Logo abaixo, outra mensagem.

[Ciro: Enquanto eu não estiver por perto, se cuida. Se protege.]

E, por último:

[Ciro: E... me desculpa.]

Larissa leu as três sem pressa.

Ficou alguns segundos olhando para a tela antes de responder:

[Larissa: Eu já disse. Não vou perdoar você.]

Enviou e guardou o celular.

Ia entrar no prédio quando uma voz surgiu atrás dela.

— Larissa!

Ela parou.

Leandro, que já se preparava para ir embora, reconheceu Beatriz e saiu do carro imediatamente.

Em poucos passos, se colocou diante de Larissa.

— Sra. Vasconcelos, a senhora realmente não desiste, não é? Vai continuar vindo atrás dela até quando?

Beatriz, porém, não trazia no rosto a arrogância de sempre.

Pelo contrário.

— Eu não vim causar problema.

Sua voz saiu apressada.

— Vim pedir à Larissa que tenha misericórdia... e poupe Ciro.

Larissa ficou surpresa.

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