— Vô... Vô, acorda, por favor... Acorda pra mim...
As lágrimas embaçavam tudo à sua frente. Larissa abraçou os ombros de Samuel e tentou sacudi-lo de leve, implorando por uma reação. A dor era tão violenta que parecia haver uma mão esmagando seu coração por dentro.
Durante todos aqueles dias, fez o possível para não pensar na morte da mãe. Sabia que, se cedesse à culpa, talvez não conseguisse mais se reerguer. E, se desmoronasse, poderia perder até o Grupo Moretti, que tanto lutava para proteger.
Por isso continuou trabalhando, enfrentando um problema atrás do outro, obrigando-se a afastar a imagem de Heloísa presa naquele carro em chamas.
Mas, durante o sono, não havia como fugir.
Dez anos se passaram, e o pesadelo continuava o mesmo.
A noite tingida de vermelho pelo incêndio. A fumaça negra subindo em ondas. Sua mãe presa dentro do carro, lutando desesperadamente enquanto o fogo tomava tudo.
Até não haver mais movimento.
Até restar apenas um corpo carbonizado, diante dos olhos dela e de seu pai.
Larissa agarrou a roupa sobre o peito, apertando o tecido com força. A dor lhe roubava o ar. As lágrimas não paravam, e os soluços já saíam tão entrecortados que mal conseguia produzir som.
Do lado de fora, Arthur ouviu o choro e entrou às pressas.
Encontrou Larissa debruçada sobre Samuel, tomada por um desespero que ele nunca viu nela daquela maneira. A visão lhe doeu mais do que esperava.
— Larissa...
Aproximou-se e segurou seus ombros, tentando ajudá-la a se levantar.
Ela o empurrou com toda a força.
— NÃO ENCOSTA EM MIM!
A voz saiu rouca, quase irreconhecível.
Larissa voltou a abraçar o avô. Com o rosto molhado de lágrimas, fitou aquele homem que sempre a protegeu e começou a perguntar entre soluços, uma vez atrás da outra:
— Vô... Você tá bravo com a Lari? É porque eu não fui uma menina boazinha? Não quer mais saber de mim?
A voz infantil com que se referia a si mesma parecia vir de uma época em que ainda podia correr para os braços dele e encontrar abrigo para qualquer tristeza.
— Ou você descobriu que fui eu que matei a mamãe? É por isso? Vocês querem me castigar?
Já não restava nada da Larissa que enfrentava empresários e adversários sem baixar a cabeça. Ali, agarrada ao avô, ela chorava com o desamparo de uma criança que não entendia por que todos estavam indo embora.
— Fui eu... Eu matei a mamãe... E agora fiz isso com você também...
Mal conseguia respirar entre as palavras.
— A culpa é minha, vô! É tudo culpa minha! Podem me castigar do jeito que quiserem, eu aceito... Mas por que vocês precisam me deixar?
Seus dedos se agarraram à roupa de Samuel.
— Vô... Eu só tenho você agora. Por favor, não me abandona...
O choro a sacudia inteira.
— Por que você também quer me deixar? Por quê?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...