Entrar Via

Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 520

— Vô... Vô, acorda, por favor... Acorda pra mim...

As lágrimas embaçavam tudo à sua frente. Larissa abraçou os ombros de Samuel e tentou sacudi-lo de leve, implorando por uma reação. A dor era tão violenta que parecia haver uma mão esmagando seu coração por dentro.

Durante todos aqueles dias, fez o possível para não pensar na morte da mãe. Sabia que, se cedesse à culpa, talvez não conseguisse mais se reerguer. E, se desmoronasse, poderia perder até o Grupo Moretti, que tanto lutava para proteger.

Por isso continuou trabalhando, enfrentando um problema atrás do outro, obrigando-se a afastar a imagem de Heloísa presa naquele carro em chamas.

Mas, durante o sono, não havia como fugir.

Dez anos se passaram, e o pesadelo continuava o mesmo.

A noite tingida de vermelho pelo incêndio. A fumaça negra subindo em ondas. Sua mãe presa dentro do carro, lutando desesperadamente enquanto o fogo tomava tudo.

Até não haver mais movimento.

Até restar apenas um corpo carbonizado, diante dos olhos dela e de seu pai.

Larissa agarrou a roupa sobre o peito, apertando o tecido com força. A dor lhe roubava o ar. As lágrimas não paravam, e os soluços já saíam tão entrecortados que mal conseguia produzir som.

Do lado de fora, Arthur ouviu o choro e entrou às pressas.

Encontrou Larissa debruçada sobre Samuel, tomada por um desespero que ele nunca viu nela daquela maneira. A visão lhe doeu mais do que esperava.

— Larissa...

Aproximou-se e segurou seus ombros, tentando ajudá-la a se levantar.

Ela o empurrou com toda a força.

— NÃO ENCOSTA EM MIM!

A voz saiu rouca, quase irreconhecível.

Larissa voltou a abraçar o avô. Com o rosto molhado de lágrimas, fitou aquele homem que sempre a protegeu e começou a perguntar entre soluços, uma vez atrás da outra:

— Vô... Você tá bravo com a Lari? É porque eu não fui uma menina boazinha? Não quer mais saber de mim?

A voz infantil com que se referia a si mesma parecia vir de uma época em que ainda podia correr para os braços dele e encontrar abrigo para qualquer tristeza.

— Ou você descobriu que fui eu que matei a mamãe? É por isso? Vocês querem me castigar?

Já não restava nada da Larissa que enfrentava empresários e adversários sem baixar a cabeça. Ali, agarrada ao avô, ela chorava com o desamparo de uma criança que não entendia por que todos estavam indo embora.

— Fui eu... Eu matei a mamãe... E agora fiz isso com você também...

Mal conseguia respirar entre as palavras.

— A culpa é minha, vô! É tudo culpa minha! Podem me castigar do jeito que quiserem, eu aceito... Mas por que vocês precisam me deixar?

Seus dedos se agarraram à roupa de Samuel.

— Vô... Eu só tenho você agora. Por favor, não me abandona...

O choro a sacudia inteira.

— Por que você também quer me deixar? Por quê?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex