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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 523

— Arthur...

O nome saiu num fio de voz, rouco, enquanto Larissa conseguia abrir apenas uma fresta dos olhos.

— Larissa... Você acordou mesmo... Acordou!

Uma gota fria caiu sobre o dorso de sua mão.

Arthur se levantou às pressas para apertar o botão de chamada. Entre a névoa que ainda lhe turvava a visão, Larissa distinguiu a agitação dele, aquela alegria quase incrédula que mal conseguia conter.

Mas estava exausta. Não era apenas o corpo. Até manter os olhos abertos exigia uma força que já não encontrava em si.

As pálpebras voltaram a pesar, e ela mergulhou outra vez no sono.

Quando despertou novamente, já passava da meia-noite.

A luz suave do quarto iluminava Arthur, sentado junto à cama. Ele continuava ali, sem sair de perto dela.

Larissa o observou, ainda meio perdida entre o sono e a realidade.

Durante todo aquele tempo em que permaneceu inconsciente, uma voz chegou até ela, falando sem parar, tentando alcançá-la através da escuridão.

Era a voz dele.

— Larissa, acordou? Está sentindo alguma coisa? — Arthur percebeu que ela abriu os olhos e se inclinou imediatamente para perto.

A luz do teto projetava sombras sobre seu rosto, escondendo parte da expressão. Mas nem a penumbra conseguia disfarçar o alívio que lhe brilhava nos olhos, misturado àquela ternura que Larissa conhecia tão bem.

— Não...

Ela balançou a cabeça. A voz saiu tão rouca que quase não se ouviu.

Tentou mudar de posição, mas descobriu que mal conseguia mover o corpo. Uma agulha estava presa ao dorso de sua mão, ligada ao soro que ainda recebia.

Arthur apoiou delicadamente a palma sobre seu ombro, impedindo que fizesse esforço.

— Calma. É a última bolsa de soro nutritivo. O médico disse que seu corpo chegou ao limite, que você está completamente esgotada. Vai precisar de um bom tempo de descanso pra recuperar as forças.

Aos poucos, as lembranças voltaram.

O hospital. O avô. A notícia de que ele acordou, seguida pela decepção de encontrá-lo inconsciente outra vez...

Larissa murmurou um assentimento e pediu água.

Arthur logo serviu um copo, elevou a cabeceira da cama e a ajudou a beber, cuidando para que não precisasse fazer esforço.

— Está com fome? Posso buscar alguma coisa pra você comer.

— Não estou com fome.

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