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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 58

O rosto de Larissa queimou na mesma hora. Era como se tivessem jogado seu corpo inteiro dentro de um forno.

Arthur estava colado nela. O calor que vinha dele era denso e masculino. Quanto mais perto, mais aquela presença a consumia por dentro.

Larissa sentiu que enlouqueceria se ficasse ali por mais um segundo. Empurrou-o com força e se afastou às pressas.

— Eu vou tomar banho.

A porta do banheiro se fechou num movimento rápido, quase desesperado.

Arthur ficou olhando para a fuga dela. Um riso baixo lhe escapou pelo nariz, breve, contido, cheio de intenção.

Larissa demorou bastante debaixo d’água.

Só depois de um bom tempo o calor absurdo no rosto enfim cedeu.

Então, aquela noite tinha sido só um mal-entendido.

Ao pensar nisso, a curiosidade dela acabou se voltando para Vânia.

Diziam que Arthur jamais dava espaço a mulher nenhuma. Nem no amor, nem na amizade.

Ao longo de todos aqueles anos, nunca surgira um único escândalo envolvendo seu nome. Ao lado dele, não se via sequer a sombra de alguma mulher.

Se Vânia era tratada por Arthur como amiga, então com certeza não era alguém comum.

Quando Larissa saiu do banho, já tinha se passado uma hora.

Arthur não estava mais no quarto.

Ao descer, Maria lhe contou que ele estava no escritório. E, aproveitando, ainda falou algumas coisas em defesa dele:

— O patrão nunca namorou. Talvez não saiba direito como lidar com mulher, como agradar... A senhora não fica chateada, não.

Era óbvio que a discussão de antes, lá embaixo, tinha deixado Maria com a impressão errada.

Larissa entrou na brincadeira:

— Tudo bem. No máximo, eu tomo alguma coisa gelada e passa.

Era justamente isso que Maria mais gostava nela.

Larissa não tinha pose. Não fazia cena. E, quanto mais convivia com ela, mais Maria confirmava a própria impressão: gente bem-nascida, bonita e elegante de verdade quase sempre tinha também a melhor educação.

Larissa serviu um copo d’água e voltou a escrever na sala.

Na mansão, só Arthur tinha escritório. Então, quando precisava trabalhar, ela acabava ficando na mesinha de chá do térreo.

Naquela noite, o texto fluiu melhor do que o normal.

Sem perceber, Larissa escreveu por três horas seguidas.

Foi então que o celular tocou.

Era Gisele.

— Larissa, aconteceu alguma coisa aí com você?

A pergunta soou estranha.

— Não. Por quê? — Larissa franziu a testa.

Do outro lado, Gisele baixou um pouco a voz:

— Eu ouvi dizer... ouvi dizer, tá? Que o produtor e o diretor talvez já tenham decidido filmar primeiro outro roteiro do mesmo gênero que o seu.

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