Naquela noite, Larissa estava de ótimo humor e acabou se servindo de mais duas taças de vinho tinto.
Uma pena que bebesse tão mal. Não demorou muito para o álcool subir.
Quando tentou se levantar, mal conseguiu se firmar em pé. Apoiada na cadeira, com o rosto já corado, ergueu os olhos para Arthur. A visão, enevoada pelo vinho, o multiplicava diante dela.
— Uau... você está com um monte de cabeças... — Larissa começou até a contar, com uma expressão concentrada demais para alguém tão bêbada, antes de soltar duas risadinhas tolas, o olhar perdido.
Arthur usava apenas uma camisa branca. A sobriedade daquela peça só tornava sua beleza ainda mais limpa, quase intocável.
— Todo mundo só tem uma cabeça. — A voz dele veio calma. — Você bebeu demais.
Larissa sacudiu a mão no ar, toda ofendida. A fala saiu mole, arrastada, adoravelmente confusa:
— Eu não bebi demais, não... Eu sou muito boa nisso...
Só que, nesse movimento, o pouco equilíbrio que ainda lhe restava foi embora.
— Ah...
O corpo tombou para o lado.
Arthur reagiu no mesmo instante. Num passo rápido, chegou até ela e a segurou pela cintura, trazendo-a inteira para os braços.
No mesmo movimento, a testa de Larissa bateu contra o peito firme dele.
Ela se encolheu, sentindo a pancada, e deixou escapar um gemidinho magoado.
— Ai... doeu...
Levou a mão à testa e esfregou o lugar, os olhos grandes já cobertos por uma névoa úmida enquanto o encarava em silenciosa acusação.
As pontas dos olhos, as faces, até o brilho da íris pareciam tingidos daquele vermelho morno de quem bebeu além da conta.
Ela estava adorável.
E havia nela, ao mesmo tempo, alguma coisa indomada.
Uma gata bêbada, macia e arisca no mesmo corpo.
— Você bebeu demais. — Arthur tornou a dizer, agora passando a mão com cuidado sobre a testa dela. A outra continuava firme em sua cintura, sustentando-a para que não caísse.
Larissa ergueu o rosto para olhá-lo.
Mas até isso pareceu cansativo demais.
No instante seguinte, apoiou o queixo contra o peito dele, passou os braços ao redor de seu corpo e o abraçou com uma seriedade quase comovente. Então estreitou os olhos, como se quisesse enxergá-lo melhor.
— Você é tão bonito... — Murmurou, com a voz embriagada e doce. — Como é que eu nunca achei isso antes?
O sopro morno de suas palavras roçou o pomo de Adão de Arthur.
O perfume leve dela, misturado ao aroma delicado do vinho, subiu devagar e lhe atravessou os sentidos com uma doçura perigosamente íntima.
O pomo de Adão dele subiu e desceu duas, três vezes.
Quando falou, a voz já vinha um pouco mais rouca:
— Larissa... se comporta.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...
Não tem capítulos hoje????...