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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 68

Naquela noite, Larissa estava de ótimo humor e acabou se servindo de mais duas taças de vinho tinto.

Uma pena que bebesse tão mal. Não demorou muito para o álcool subir.

Quando tentou se levantar, mal conseguiu se firmar em pé. Apoiada na cadeira, com o rosto já corado, ergueu os olhos para Arthur. A visão, enevoada pelo vinho, o multiplicava diante dela.

— Uau... você está com um monte de cabeças... — Larissa começou até a contar, com uma expressão concentrada demais para alguém tão bêbada, antes de soltar duas risadinhas tolas, o olhar perdido.

Arthur usava apenas uma camisa branca. A sobriedade daquela peça só tornava sua beleza ainda mais limpa, quase intocável.

— Todo mundo só tem uma cabeça. — A voz dele veio calma. — Você bebeu demais.

Larissa sacudiu a mão no ar, toda ofendida. A fala saiu mole, arrastada, adoravelmente confusa:

— Eu não bebi demais, não... Eu sou muito boa nisso...

Só que, nesse movimento, o pouco equilíbrio que ainda lhe restava foi embora.

— Ah...

O corpo tombou para o lado.

Arthur reagiu no mesmo instante. Num passo rápido, chegou até ela e a segurou pela cintura, trazendo-a inteira para os braços.

No mesmo movimento, a testa de Larissa bateu contra o peito firme dele.

Ela se encolheu, sentindo a pancada, e deixou escapar um gemidinho magoado.

— Ai... doeu...

Levou a mão à testa e esfregou o lugar, os olhos grandes já cobertos por uma névoa úmida enquanto o encarava em silenciosa acusação.

As pontas dos olhos, as faces, até o brilho da íris pareciam tingidos daquele vermelho morno de quem bebeu além da conta.

Ela estava adorável.

E havia nela, ao mesmo tempo, alguma coisa indomada.

Uma gata bêbada, macia e arisca no mesmo corpo.

— Você bebeu demais. — Arthur tornou a dizer, agora passando a mão com cuidado sobre a testa dela. A outra continuava firme em sua cintura, sustentando-a para que não caísse.

Larissa ergueu o rosto para olhá-lo.

Mas até isso pareceu cansativo demais.

No instante seguinte, apoiou o queixo contra o peito dele, passou os braços ao redor de seu corpo e o abraçou com uma seriedade quase comovente. Então estreitou os olhos, como se quisesse enxergá-lo melhor.

— Você é tão bonito... — Murmurou, com a voz embriagada e doce. — Como é que eu nunca achei isso antes?

O sopro morno de suas palavras roçou o pomo de Adão de Arthur.

O perfume leve dela, misturado ao aroma delicado do vinho, subiu devagar e lhe atravessou os sentidos com uma doçura perigosamente íntima.

O pomo de Adão dele subiu e desceu duas, três vezes.

Quando falou, a voz já vinha um pouco mais rouca:

— Larissa... se comporta.

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