— De fato. — O frio nos olhos de Arthur não cedeu nem um grau. Quando tornou a olhar para Alisa, sua voz saiu baixa, firme, quase como uma promessa. — Ela não vai engolir isso em silêncio.
Alisa sustentou aquele olhar por um instante e, sem saber por quê, acreditou.
Assentiu.
Pelo menos diante dela, Arthur parecera sinceramente abalado com o que tinha acontecido a Larissa.
E aquela tensão no rosto dele... Não tinha nada de um casamento por conveniência.
...
Larissa só despertou quando a noite já ia alta.
Sob a luz suave do quarto, olhou em volta devagar, ainda meio perdida. Até que seus olhos encontraram outros — escuros, profundos, fixos nela desde se sabe lá quando.
— Você acordou. — Arthur ajustou a cabeceira da cama e se inclinou para fitá-la. A voz vinha baixa, rouca, macia demais para um homem como ele. — Está com fome? Tem algum lugar doendo mais?
Larissa virou o rosto para a janela.
Ao longe, as luzes da cidade brilhavam como um rio de estrelas derramado sobre a noite.
— Que horas são?
— Nove e meia.
Ela voltou o rosto devagar. Tornou a encará-lo e, sem transição alguma, perguntou em voz baixa:
— Arthur... o que significa "Gás"?
A voz saiu leve como um sopro.
Seu rosto ainda estava terrivelmente pálido. A luz desenhava sombras delicadas sobre a pele, e havia umidade em seus olhos, como se a fragilidade tivesse pousado inteira ali.
Algo no peito de Arthur afundou.
Ele ergueu a mão e acariciou-lhe a testa com uma delicadeza rara.
— Se quer mesmo saber, então descansa primeiro. Quando você estiver melhor, eu te conto.
Larissa quis retrucar, mas o corpo parecia sem força até para isso.
Depois, perguntou por Alisa.
Arthur lhe explicou que ela tinha sido enviada às pressas pela agência para um desfile em Veridian, que estava bem e que ela não precisava se preocupar.
Larissa apenas murmurou um “hum”. As pálpebras foram pesando, abrindo e fechando devagar, até que o sono a puxou outra vez.
Arthur permaneceu ao lado da cama.
Ficou ali, em silêncio, olhando o rosto dela adormecido. Então seu peito se apertou. Ele abaixou a cabeça e pousou um beijo leve em sua testa.
Quando se endireitou, porém, já era outro homem.
No instante em que virou o rosto, algo duro e letal acendeu em seus olhos.
Arthur deixou o quarto.
Ao vê-lo sair, Vânia foi ao seu encontro.
— Como a Larissa está?



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...