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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 76

Aquele soco vinha carregado de força e fúria. Forte demais.

Pego de surpresa, Ciro foi ao chão de uma vez, arrancando um grito de Melissa.

— Arthur! Você enlouqueceu? Por que está batendo no Ciro assim?

Assustada, ela correu para ajudá-lo a se levantar.

— Ciro, você está bem?

— Estou. — A resposta saiu áspera.

Um fio de sangue escorria do canto da boca dele. Com o apoio de Melissa, Ciro tornou a ficar de pé. Passou a mão pelo lábio ferido e olhou para Arthur, entre a revolta e a confusão.

— Arthur, o que foi que eu fiz?

— Você ainda pergunta? — Arthur esfregou o punho devagar. A mandíbula travou. O olhar que lançou sobre ele era cortante, carregado de uma ira que mal se continha.

Ciro não entendeu.

Seria por causa dos investimentos recentes? Arthur tinha descoberto alguma coisa e desaprovado? Mas todos os projetos que ele vinha tocando davam lucro.

Quanto mais pensava, menos compreendia.

— Arthur, se eu errei em alguma coisa, fala. Não precisava partir para isso.

Arthur não respondeu.

Apenas avançou.

No instante seguinte, ergueu a perna e acertou em cheio a lateral do tronco de Ciro.

Desta vez, o corpo dele foi arremessado para longe.

As costas bateram com violência na quina da penteadeira, arrancando-lhe um gemido sufocado.

Frascos e vidros tombaram num estrondo seco. Alguns despencaram no chão.

Melissa ficou muda de choque.

Arthur o encarou como se quisesse atravessá-lo com os olhos.

— E agora? Já lembrou do motivo?

Apoiado na penteadeira, Ciro mal conseguia se firmar. A dor lhe incendiava o corpo. O rosto estava vermelho, as veias saltadas na testa e no dorso da mão.

Quando falou, a voz já saía rouca:

— Arthur... se eu realmente fiz alguma coisa, então diz logo.

— Ainda não entendeu? — Arthur cerrou os dentes. Então avançou mais um passo, impondo-se diante dele com uma pressão quase sufocante. — Pensa de novo.

O coração de Ciro afundou.

Ele tinha medo. Sempre teve.

Entre os dois, a diferença de idade nem chegava a quatro anos. Ainda assim, Arthur parecia adulto desde cedo. Aos dezoito, já era capaz de assumir o grupo.

E não apenas assumir. Fez o lucro anual crescer vinte por cento.

Arthur sempre foi o modelo que Ciro tentava alcançar. E, ao mesmo tempo, a sombra que nunca deixou de persegui-lo.

— Arthur, eu vi os projetos que a empresa assinou. Todos vão trazer lucro... — Ciro tentou se explicar ao se levantar, ainda achando que a fúria do irmão tinha a ver com negócios.

— Ciro. — Melissa o interrompeu de repente.

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