Aquele soco vinha carregado de força e fúria. Forte demais.
Pego de surpresa, Ciro foi ao chão de uma vez, arrancando um grito de Melissa.
— Arthur! Você enlouqueceu? Por que está batendo no Ciro assim?
Assustada, ela correu para ajudá-lo a se levantar.
— Ciro, você está bem?
— Estou. — A resposta saiu áspera.
Um fio de sangue escorria do canto da boca dele. Com o apoio de Melissa, Ciro tornou a ficar de pé. Passou a mão pelo lábio ferido e olhou para Arthur, entre a revolta e a confusão.
— Arthur, o que foi que eu fiz?
— Você ainda pergunta? — Arthur esfregou o punho devagar. A mandíbula travou. O olhar que lançou sobre ele era cortante, carregado de uma ira que mal se continha.
Ciro não entendeu.
Seria por causa dos investimentos recentes? Arthur tinha descoberto alguma coisa e desaprovado? Mas todos os projetos que ele vinha tocando davam lucro.
Quanto mais pensava, menos compreendia.
— Arthur, se eu errei em alguma coisa, fala. Não precisava partir para isso.
Arthur não respondeu.
Apenas avançou.
No instante seguinte, ergueu a perna e acertou em cheio a lateral do tronco de Ciro.
Desta vez, o corpo dele foi arremessado para longe.
As costas bateram com violência na quina da penteadeira, arrancando-lhe um gemido sufocado.
Frascos e vidros tombaram num estrondo seco. Alguns despencaram no chão.
Melissa ficou muda de choque.
Arthur o encarou como se quisesse atravessá-lo com os olhos.
— E agora? Já lembrou do motivo?
Apoiado na penteadeira, Ciro mal conseguia se firmar. A dor lhe incendiava o corpo. O rosto estava vermelho, as veias saltadas na testa e no dorso da mão.
Quando falou, a voz já saía rouca:
— Arthur... se eu realmente fiz alguma coisa, então diz logo.
— Ainda não entendeu? — Arthur cerrou os dentes. Então avançou mais um passo, impondo-se diante dele com uma pressão quase sufocante. — Pensa de novo.
O coração de Ciro afundou.
Ele tinha medo. Sempre teve.
Entre os dois, a diferença de idade nem chegava a quatro anos. Ainda assim, Arthur parecia adulto desde cedo. Aos dezoito, já era capaz de assumir o grupo.
E não apenas assumir. Fez o lucro anual crescer vinte por cento.
Arthur sempre foi o modelo que Ciro tentava alcançar. E, ao mesmo tempo, a sombra que nunca deixou de persegui-lo.
— Arthur, eu vi os projetos que a empresa assinou. Todos vão trazer lucro... — Ciro tentou se explicar ao se levantar, ainda achando que a fúria do irmão tinha a ver com negócios.
— Ciro. — Melissa o interrompeu de repente.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...