O rubor subiu ao rosto de Larissa num instante. As faces ardiam. De olhos arregalados, ela o fitou sem conseguir reagir. O nariz alto de Arthur roçou o dela, e o simples atrito entre suas peles lhe correu pelo corpo como um choque.
O coração de Larissa disparou.
O ar dele a envolvia por inteiro. Arthur a beijava com aquela mistura perigosa de domínio e delicadeza, tomando-lhe a boca sem pressa, sem lhe dar espaço para pensar, até que a respiração dos dois se confundiu.
A cabeça de Larissa ficou vazia.
Só quando ela já estava a ponto de perder o fôlego é que Arthur se afastou, ainda relutante.
— Boba, ainda não aprendeu a respirar direito? — Riu ele, em voz baixa.
O rosto de Larissa continuava em brasa. Ela quis responder, mas as palavras simplesmente não vinham.
Arthur a olhou com os olhos escurecidos. O polegar roçou de leve o canto de sua boca.
— Nada mal. — A voz saiu mais grave. — Doce.
Larissa sentiu o calor lhe subir ainda mais ao rosto, como se estivesse queimando.
Sob aquele olhar escuro, denso, seu coração não encontrava compasso.
Tentando recuperar alguma dignidade, ela o censurou:
— Arthur, como foi que eu nunca percebi que você era tão sem-vergonha?
O canto da boca dele se ergueu.
Havia riso no fundo daqueles olhos negros.
— Somos legalmente casados. — Murmurou. — Isso não conta como sem-vergonhice.
Larissa retrucou sem pensar:
— Pesquisa sobre estupro conjugal, então.
Arthur franziu levemente a testa.
— Hum? Com essa língua afiada assim, como é que você ainda deixa os outros passarem por cima de você?
Depois disso, ele se endireitou.
A expressão voltou àquela compostura funda de sempre. O rosto permaneceu impassível, e os olhos, escuros demais para deixarem claro o que ele sentia.
Ao pensar em tudo o que vivera naquele período, Larissa sentiu o peito afundar. Quando falou, a frieza em sua voz vinha misturada a uma teimosia ferida.
— O erro é deles. Não meu.
Algo brilhou no olhar de Arthur, rápido, quase imperceptível.
— Já devia pensar assim há muito tempo.
Larissa entendeu o que ele realmente queria dizer. Arthur falava de Ciro.
De como, por causa dele, ela viveu se colocando em dúvida, tentando se corrigir, se dobrar, se aparar.
Foi se contendo tanto que deixou a própria natureza se apagar.
A garota livre, a herdeira luminosa e segura de si acabou dando lugar a alguém cautelosa demais, menor do que era, sempre pronta a se culpar.
Uma oscilação sutil e difícil de nomear lhe atravessou o peito.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...