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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 81

Alisa ainda se culpava muito. Do outro lado da linha, havia barulho de fundo, como se estivesse no meio do trabalho e tivesse aproveitado um intervalo para ligar.

Larissa sorriu e a consolou com leveza:

— Não dá para ser sempre você me protegendo. Me deixa te proteger uma vez. Qual é o problema?

Alisa fungou duas vezes, comovida até demais, e logo voltou a xingar Ciro à distância.

— Aquele imbecil cego. A Melissa faz o que quer com ele, e ele nem percebe. Perdeu uma namorada como você e ainda conseguiu transformar a própria ex na esposa do irmão. Um dia, ele vai se arrepender até a morte.

Larissa já tinha deixado esse tipo de pensamento para trás. Respondeu com uma calma quase despreocupada:

— Se ele vai se arrepender ou não, eu não sei. Só sei que eu não vou.

Para ela, Ciro tinha morrido no dia em que não apareceu para registrar o casamento.

Mas tudo o que um dia sentiu, tudo o que entregou, ainda lhe serviria para uma coisa: fazê-la crescer.

As duas continuaram conversando por mais alguns minutos. Então a assistente chamou Alisa de volta para a gravação. Ela disse que, quando voltasse, marcariam de se ver, e desligou às pressas.

Às duas da tarde, Arthur foi pessoalmente buscá-la no hospital e a levou de volta para a mansão.

A lateral da cintura de Larissa ainda doía. A marca do chute seguia roxa, pesada, e levaria mais alguns dias para desaparecer.

Não havia muito a fazer além de deixar o tempo agir.

Assim que voltou do hospital, foi direto para a suíte principal tomar banho. Arthur seguiu para o escritório, onde tinha assuntos da empresa para resolver.

Pouco depois, Pedro ligou.

— Senhor, eu localizei a estudante envolvida naquele caso antigo e confirmei tudo com ela. Foi mesmo a senhora quem a ajudou. Ela não era a agressora.

Fez uma breve pausa antes de completar:

— As verdadeiras responsáveis eram Melissa, Lia e as outras.

— Siga como combinamos.

— Sim, senhor.

Arthur já ia encerrar a ligação, mas parou.

Os dedos bateram uma vez sobre a mesa. Recostado na cadeira, ele parecia relaxado, quase displicente. Só os olhos entregavam o contrário...afiados, sem margem para misericórdia.

— Espere. Primeiro, cuidem de quem espalhou os boatos. Tem gente que não pode sair disso barato.

— Entendido. Vou resolver agora.

Arthur encerrou a ligação, e uma frieza afiada lhe acendeu no olhar.

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