Ele se esquivou da culpa que não conseguia rebater e ainda tentou se justificar:
— Eu gosto dela. Não quero romper o noivado. E a minha mãe também disse que isso não pode acontecer.
A voz de Arthur veio cortante, sem deixar espaço para réplica:
— Se Larissa quer romper, então vai romper.
A frieza que saía dele parecia capaz de congelar o ar. Os olhos, duros como lâmina, não saíam de Ciro.
— Você tem duas opções. Ou aceita o rompimento como um homem, ou eu acabo com você aqui mesmo.
Mal as palavras caíram, Arthur agarrou um dos dedos de Ciro e o dobrou para trás sem a menor piedade.
Estalo.
O grito que saiu de Ciro foi brutal, alto, descontrolado.
O dedo tinha quebrado.
O suor frio desceu na mesma hora. Tomado pela dor, Ciro quase perdeu o juízo.
— Você tá maluco? Quer me matar? Eu sou seu irmão!
Os olhos de Arthur permaneceram escuros, pesados, sem um traço de hesitação. Ele não tinha tempo, nem disposição, para ouvir mais uma palavra.
— Escolhe.
O coração de Ciro afundou.
Naquele instante, ele entendeu. Arthur estava ainda pior do que da última vez. A raiva que vinha dele já não parecia só raiva. Era outra coisa. Como se Larissa fosse alguém que ninguém podia tocar. Como se, dali a um segundo, ele realmente fosse capaz de matá-lo.
O pânico venceu.
— Eu aceito! Eu rompo! Eu aceito o rompimento!
Ele já não queria discutir mais nada. Só queria sair dali o quanto antes.
A dor no dedo latejava como uma broca entrando no osso, irritando-o até o limite.
— Some da minha frente.
Arthur o soltou.
Sem nem olhar mais para ele, foi até a cama. E, no instante em que seus olhos pousaram em Larissa, algo mudou.
Toda aquela violência que incendiava o quarto se apagou de uma vez.
No lugar dela, ficou uma escuridão funda, muda.
Como se tivesse sido perdoado pela própria morte, Ciro correu para o banheiro para se vestir.
Na cama, Larissa mal se mantinha consciente. O desconforto a consumia. As sobrancelhas estavam franzidas, o rosto pequeno contraído num sofrimento que apertou o peito de Arthur.
Ele a olhou como se o coração estivesse sendo torcido por dentro.
Ainda bem.
Ainda bem que não chegou tarde demais.
Com cuidado, ele arrumou a roupa dela, cobrindo o que Ciro tinha exposto, e então a tomou nos braços.
Ao sair da suíte, o rosto já tinha voltado à rigidez de sempre.
— Chame um médico.
— Sim, senhor. — Pedro assentiu na hora.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...