Estrondo.
A porta do quarto foi arrombada com um chute tão violento que o barulho engoliu a voz já quase apagada de Larissa.
Ciro não chegou a ouvir o que ela tinha acabado de gritar. Atordoado com a invasão, virou a cabeça na direção da porta.
— Quem é?
A irritação explodiu na hora. O susto foi tão grande que quase o desmontou ali mesmo.
Só viu uma sombra avançando sobre ele em velocidade brutal.
No instante seguinte, uma mão agarrou seus cabelos, arrancou-o de cima da cama e o jogou no chão. O chute veio logo depois, seco, devastador, afundando em seu abdômen.
— Ciro, você quer morrer?
Os olhos de Arthur ardiam escuros, tomados por uma fúria que já não cabia mais em nada.
Encolhido no piso, Ciro apertou o ventre e soltou um grito tão miserável que, do lado de fora, até Pedro e os outros evitaram olhar para dentro.
Mas, quando Arthur viu o estado em que Larissa estava sobre a cama, algo lhe contraiu violentamente no olhar.
Num movimento rápido, puxou o lençol e a cobriu.
Ele se inclinou para perto. Mal estendeu a mão, Larissa se assustou e reagiu em pânico, debatendo-se com o pouco que ainda lhe restava.
— Não... não encosta em mim...
— Não encosta...
A consciência dela voltava a afundar. O rosto estava inundado de lágrimas, e a voz saía quebrada, repetindo entre soluços que ninguém a tocasse.
O peito de Arthur se apertou de um jeito cruel.
Com as sobrancelhas cerradas, ele passou a mão de leve por seu ombro, num gesto cauteloso, quase reverente, e a acalmou em voz baixa:
— Sou eu. Acabou. Está tudo bem, Larissa.
Ao ouvir a voz dele, Larissa foi se aquietando aos poucos.
O rosto estava coberto de lágrimas, devastado, frágil, sem defesa alguma.
Arthur continuou a lhe afagar o ombro, uma vez, depois outra, até sentir que a tensão nela cedia um pouco. Só que o remédio já se espalhava por seu corpo sem piedade. O rosto estava vermelho, quente demais.
A situação era péssima.
Atrás deles, Ciro conseguiu se erguer com dificuldade, uma mão ainda pressionando o abdômen.
— Arthur... como você... veio parar aqui? — perguntou, a voz trêmula de dor.
Arthur virou o rosto e lançou sobre ele um olhar glacial. No segundo seguinte, o punho voou outra vez.
— Ciro, como você teve coragem?
O golpe o acertou em cheio.
Ao ver Larissa naquele estado, Arthur nem ousava pensar no que poderia ter acontecido se tivesse chegado um minuto depois.
Se Larissa saísse ferida daquela história, Ciro não continuaria vivo para ver o dia seguinte.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...
Gente essa Larissa é muito burra mulher imbecil,...
Gosto da história mas já tá ficando cansativa... Poderia adiantar mais esse desenrolar......
e as atualizações minha gente? cade?...
O que aconteceu que não tem atualizações?...