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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 721

Melina Barbosa e Tomás Cruz subiram apressados, procurando o quarto identificado pelo adesivo na chave.

Assim que abriram a porta, um cheiro de mofo tomou conta do ambiente.

Havia também um odor azedo e desagradável.

— Urgh... Não dá! — Tomás Cruz recuou um passo.

Ele disse:

— Que tal voltarmos pro carro e dormirmos lá?

Melina Barbosa respondeu:

— Com esse seu tamanho, você acha mesmo que consegue dormir bem no carro?

Tomás Cruz desistiu da ideia.

De fato, o cheiro ruim era forte ao entrar, mas depois de um tempo lá dentro, parecia se dissipar um pouco.

Tomás Cruz perguntou:

— Aqueles dois seguranças que você trouxe vão dormir no carro, lá embaixo?

Melina Barbosa respondeu:

— Não tem jeito, não há outro quarto disponível. Se eles subirem e o dono do hotel descobrir, pode acabar pensando besteira. Quando estamos longe de casa, todo cuidado é pouco.

Tomás Cruz disse:

— Eu sabia que você pensaria assim. Por isso, quando você falou que eu era seu namorado, nem me importei.

Melina Barbosa sorriu e disse:

— Mas é namorado mesmo.

O sorriso de Tomás Cruz congelou por um instante.

— Não quis dizer amigo homem?

Nesse momento, Tomás Cruz voltou a sorrir:

— Pelo amor de Deus, Melina, você pode ser mais direta? Por pouco não achei que seu marido fosse me pegar aqui.

Melina Barbosa riu:

— Pode ficar tranquilo, não chega a esse ponto.

De repente, do quarto ao lado, começaram a vir sons bastante constrangedores.

O rosto de Melina Barbosa e Tomás Cruz ficou imediatamente tomado de embaraço.

— Nossa... que calor, vou ligar o ventilador. Que hotelzinho ruim, nem ar-condicionado tem.

— Vou arrumar a cama.

— Senhora, o isolamento acústico aqui é péssimo.

A dona do hotel lançou um olhar malicioso para Melina Barbosa e respondeu:

— Mas qual o problema? Vocês acabam atrapalhando uns aos outros, não é mesmo?

Melina Barbosa ficou ligeiramente constrangida, mas preferiu não explicar.

Ela perguntou:

— Senhora, a senhora sabe como se chega à Aldeia C?

A dona do hotel olhou para Melina Barbosa, hesitou um pouco e disse:

— Vocês vão fazer o quê na Aldeia C? Lá é tão afastado, não tem nada interessante.

Melina Barbosa explicou:

— Não estamos indo passear, vamos a um casamento. Um amigo meu vai casar o irmão e viemos para a cerimônia.

— Ah, entendi.

— Tem algum transporte que leve até lá? Ou podemos ir de carro?

A dona do hotel respondeu:

— De carro pequeno é complicado, ouvi dizer que as estradas lá são bem estreitas. Carro pequeno nem chega. Melhor tentar encontrar alguém que leve de triciclo, talvez dê certo.

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