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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 722

— Obrigada, vamos perguntar lá fora. — disse Melina Barbosa.

Assim que Melina Barbosa e Tomás Cruz saíram do hotel, sentiram como se alguém os estivesse seguindo.

— Acho que tem alguém atrás da gente. — comentou Tomás Cruz, baixando a voz.

Melina Barbosa assentiu com a cabeça. — Eu também achei.

— Será que são os seguranças que seu marido mandou? — perguntou Tomás Cruz.

— Não. Eles são muito profissionais, ficam por perto, mas a gente nem percebe a presença. — respondeu Melina Barbosa.

— Tenho uma ideia. — sussurrou Tomás Cruz no ouvido dela.

— Está bem. — concordou Melina Barbosa.

Eles continuaram andando até encontrarem uma esquina. Assim que viram uma oportunidade, entraram rapidamente e se esconderam.

Logo perceberam duas silhuetas suspeitas, parecendo procurar por algo.

Tomás Cruz se adiantou e perguntou aos dois:

— O que vocês estão fazendo aqui?

Reconheceu, então, que eram os dois adolescentes que durante a madrugada fizeram barulho no quarto ao lado. À noite, com a luz fraca, não tinha notado, mas agora, à luz do dia, era evidente como eram jovens — pareciam ter a idade de estudantes do ensino fundamental.

— Vocês dois, não têm escola hoje? O que estão fazendo perambulando por aí?

Os meninos pensaram em fugir, mas, ao ouvirem a pergunta de Tomás Cruz, se irritaram.

O rapaz respondeu:

— Quem tem sapato, não gosta de andar descalço. Lá em casa não tem dinheiro nem pra terminar o ensino médio. Parei de estudar porque não dava mais.

— E os seus pais? — perguntou Melina Barbosa.

— Não podem fazer nada. Somos mais de dez em casa, todo mundo esperando pela próxima refeição.

O menino estendeu a mão:

— Você financiou um monte de projetos sociais, usou seu próprio dinheiro pra construir escolas, comprou comida, roupa, material de estudo pras crianças…

Tomás Cruz respondeu:

— Pena que, mesmo assim, ainda consigo ajudar poucos.

— Mas o que você faz já mudou a vida de muita gente. Ninguém é santo, não tem como mudar o mundo inteiro. Você já fez mais do que muita gente faria. — disse Melina Barbosa.

— Também não é tudo isso, não. — murmurou Tomás Cruz, meio encabulado.

Melina Barbosa riu:

— Olha só pra você… é só elogiar que já fica todo metido.

— Pra mudar alguém, tem que começar cedo, com educação. Por isso quero continuar tentando. — Tomás Cruz coçou a cabeça, envergonhado. — Não estudei muito, não sei falar bonito…

Ele olhou para Melina Barbosa, com um ar de quem queria dizer mais alguma coisa, mas hesitou.

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