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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 729

Quando Melina Barbosa acordou novamente, percebeu que estava amarrada de forma tão firme à cama que não conseguia se mexer nem um centímetro.

Sua cabeça doía muito, provavelmente por ter batido contra a parede.

— Ai...

Bastou que ela se movesse um pouco para sentir uma dor aguda na testa, como se alguém estivesse espetando agulhas nela.

Nesse momento, uma mulher entrou no quarto carregando uma tigela de macarrão.

— Acordou? Coma.

Melina Barbosa olhou para a mulher e disse:

— Me solte, por favor, eu...

Ela pensou em dizer que era infértil, imaginando que, sem utilidade, talvez a mulher a deixasse livre.

Mas, por outro lado, se ela realmente não tivesse mais o que eles queriam, será que não acabariam com sua vida?

Ontem mesmo, ela já havia reunido coragem para tentar se matar. No momento em que correu contra a parede, sentiu medo, e também uma pontada de arrependimento.

Não queria deixar Gustavo Ferreira, nem sua avó!

Agora, pedir que ela fizesse isso de novo... simplesmente não tinha mais coragem.

— Coma primeiro, depois falamos — a mulher jogou a tigela com macarrão diante dela.

— Estou sem as mãos, não consigo comer — disse Melina Barbosa.

A mulher olhou para as mãos amarradas de Melina Barbosa e respondeu:

— Sem as mãos, coma de bruços mesmo. Se não comer, vai morrer de fome!

— Nem de bruços eu consigo ficar.

Só então a mulher se lembrou de que Melina Barbosa estava completamente amarrada e não podia se mover.

Ela bufou, irritada:

— Não venha bancar a coitadinha. Se eu te soltar, você vai tentar se matar de novo. Paguei duzentos mil para te trazer pra cá, se você morrer, perdi meu dinheiro à toa!

— Eu não vou tentar. Já sou alguém que morreu uma vez. Estou com medo, não quero mais morrer — disse Melina Barbosa.

A mulher a encarou, passou a língua pelos lábios e gritou para fora:

— Pedro, entra aqui.

Pedro entrou, olhou para Melina Barbosa com certa apreensão e notou o ferimento em sua cabeça.

— Sangue...

Quando Pedro ouviu que Melina Barbosa queria comer, pegou a tigela imediatamente e tentou alimentá-la.

Mas, por ser desajeitado e pela própria Melina Barbosa dificultar de propósito, quase todo o macarrão acabou no chão.

Pedro ficou irritado e jogou a tigela de lado:

— Não vou mais te alimentar!

Melina Barbosa olhou para Pedro, cujo rosto, tomado pela raiva, parecia uma máscara distorcida. Pensou: “Pedro, além de ingênuo, ainda é temperamental, vou ter que agradá-lo.”

— Pedro, você é incrível, conseguiu até me dar comida. Alguém já te elogiou dizendo que você é muito bom? — perguntou Melina Barbosa, com paciência.

Pedro balançou a cabeça:

— Nunca, eles dizem que sou burro.

Os olhos de Melina Barbosa brilharam:

— Eles estão errados. Você é muito inteligente, muito especial.

Ao ouvir isso, Pedro se iluminou. Seu rosto se descontraiu, e um sorriso feliz apareceu:

— Sério?

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