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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 743

— Finalmente acordou!

Sara Santos entrou no quarto, lançou um olhar frio para Melina Barbosa e disse:

— Você ficou delirando a noite inteira com febre, falando o nome de alguém sem parar. Não deixou ninguém dormir!

— Falando, falando... Falei besteira, foi?

Melina Barbosa olhou para ela, sem saber o que responder.

Ela estava doente, chamando por alguém sem consciência, como poderia saber o que tinha dito?

— Se já está melhor, saia logo do meu caixão! — Sara Santos resmungou, irritada. — Isso aqui é o que vou usar quando bater as botas, não quero que suje!

Melina Barbosa pensou que ela mesma já achava aquele lugar carregado de más energias.

Tentou se levantar, mas sentiu o corpo sem forças. Mal conseguiu se sentar e quase caiu de novo.

— Amor...

Pedro estendeu a mão para Melina Barbosa.

Ela, porém, não queria que Pedro a tocasse. Sorriu sem jeito, afastou a mão dele discretamente e, forçando-se, segurou nas laterais do caixão, tentando ficar de pé.

— Estou bem.

Mal se preparou para sair, esqueceu completamente das correntes presas aos seus tornozelos, que limitavam seus movimentos.

Num descuido, tropeçou e caiu de peito no chão.

— Ai... — Melina Barbosa respirou fundo, sentindo a dor.

— Mãe, ela se machucou! Olha o tornozelo dela! — Pedro gritou, apontando para o pé de Melina Barbosa.

As correntes tinham ferido tanto seu tornozelo que a pele já estava em carne viva.

Mas Melina Barbosa nunca reclamara.

Sara Santos olhou para o tornozelo de Melina Barbosa, as sobrancelhas franzidas.

— Bem feito! — resmungou. — Se ela fosse mais comportada, eu nem precisava manter as correntes.

Quando voltou, Melina ainda caminhava devagar, arrastando-se.

Sara Santos balançou a cabeça, pensando que uma teimosia assim beirava a estupidez.

Mas, no fundo, achou até melhor assim.

Destrancou a corrente do tornozelo de Melina, que até conseguiu andar um pouco mais rápido, mas, para alguém saudável, ainda era lentidão demais.

— Está se fazendo de coitada? Anda logo! — apressou Sara Santos.

— Não adianta apressar, meu pé está machucado. Não consigo andar rápido — respondeu Melina Barbosa.

Chegando ao quarto, sentou-se ofegante.

Aquele pequeno trajeto quase a matara de cansaço.

Sara Santos, vendo a situação, achou melhor não dizer mais nada.

— Pedro, venha aqui um instante...

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