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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 749

— Eu não quero estudar Análise de Medicamentos, quero estudar Direito. Mas vocês dizem que é difícil encontrar trabalho em Direito, que têm contatos para me arrumar um bom emprego em Análise de Medicamentos. Tudo sempre é decidido por vocês. Desde pequena, já ouvi tantas vezes esse papo de que tudo é para o meu bem. Será que desta vez não podem me deixar decidir sozinha?

— Você está mesmo disposta a passar a vida aqui como uma mulher do interior, trabalhando sem parar e não conquistando nada? — perguntou a mãe de Leona, sem entender.

— Estou sim! — respondeu Leona Drummond.

— Ingrata! Se eu soubesse que você seria assim, eu teria te ignorado todos esses anos, como se estivesse morta! — O pai de Leona levantou a mão e deu um tapa forte no rosto dela.

De repente, ele sentiu uma dor aguda no peito, tão intensa que mal conseguiu falar.

Antes que pudesse reagir, tudo escureceu diante de seus olhos e ele perdeu a consciência.

— Pai! — gritou Leona Drummond, preocupada.

— Seu pai está tendo uma crise cardíaca! Temos que levá-lo ao hospital agora! — exclamou a mãe de Leona, colocando rapidamente um comprimido de emergência na boca do marido e pedindo para que chamassem a polícia para uma escolta até o hospital.

Leona Drummond, aflita, insistiu em ir junto.

Nesse momento, uma menininha correu chorando e se agarrou a Leona Drummond:

— Mamãe, não me deixa! Por favor...

Leona Drummond se agachou para abraçá-la, consolando-a com carinho:

— Não se preocupe, Estrela. Mamãe só vai sair um pouquinho, já já volta.

— Mamãe...

— Meida Lima, se você quer ir, vá. Mas Estrela é nossa família, não vou deixar ela ir com você! — ralhou uma senhora de semblante duro para Leona Drummond.

Naquele instante, um homem com um dos olhos cegos saiu da casa. Ele era o marido de Leona Drummond, Lino.

Se não fosse pelo olho cegado, Lino seria considerado bonito. Mas aquele olho direito, vazio e assustador, fazia com que ninguém conseguisse encará-lo por muito tempo.

A mãe de Leona pensou consigo mesma: Será que Leona Drummond quer mesmo ficar aqui só por causa de uma paixão cega?

Aproveitando a ida ao hospital, ela pretendia conversar seriamente com Leona Drummond para tentar fazê-la mudar de ideia.

— Lino — chamou Leona Drummond, olhando para o marido.

E Estrela?

Estrela já chorava sem parar, correndo atrás do carro enquanto gritava:

— Mamãe, não me deixa, mamãe...

— Estrela, volta aqui.

Lino correu para pegar a filha no colo, tentando acalmá-la com carinho.

Aos poucos, Estrela se acalmou e voltou para casa com Lino.

No vilarejo, todos balançavam a cabeça em reprovação. Para eles, Lino, um universitário, era visto como alguém fora do comum.

Afinal, enquanto os outros que se formavam iam trabalhar longe e ganhavam dinheiro, Lino tinha voltado ao povoado depois de se formar, dizendo que queria ajudar a melhorar a vida dos moradores.

No fim, tudo que conseguiu foi perder três anos tentando cultivar lírios cor-de-rosa, que acabaram destruídos por um incêndio. Na tentativa de salvá-los, subiu o morro durante a noite, acabou ferindo um dos olhos e, sem dinheiro para tratamento, precisou removê-lo para evitar uma infecção que ameaçava sua vida.

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