Os passos estavam cada vez mais próximos. O som dos sapatos daquele alguém ecoava, cada vez mais perto.
Melina Barbosa, com as mãos trêmulas, abaixou-se e pegou um pedaço de madeira do chão, apertando-o com força.
Ela pensou, se aquela pessoa chegasse perto, lutaria com todas as forças e daria uma paulada.
O som dos passos parou abruptamente, a menos de um metro de Melina Barbosa.
Imediatamente, Melina Barbosa ergueu o pedaço de madeira e golpeou na direção da pessoa.
Quando o bastão estava a milímetros de atingir o recém-chegado, Melina Barbosa parou de repente.
Porque ela viu o rosto de Gustavo Ferreira.
Era como se estivesse sonhando!
— Gus... Gustavo?
Gustavo Ferreira também sentiu como se estivesse em um sonho. Ele abraçou Melina Barbosa com força, a voz embargada:
— Sou eu.
Nos braços de Gustavo Ferreira, Melina Barbosa desabou em lágrimas.
— Que bom, que bom...
Gustavo Ferreira pensou consigo mesmo: Sim, que bom. Finalmente te encontrei.
— Como você soube onde eu estava? — Melina Barbosa perguntou.
Gustavo Ferreira respondeu:
— Porque eu vi o código Morse que você deixou.
Melina Barbosa se surpreendeu. Ela havia deixado mensagens em código Morse enquanto fugia, torcendo para que Gustavo Ferreira percebesse. Não imaginava que ele realmente notaria!
— Vamos sair daqui — disse Gustavo Ferreira.
Todos achavam que Leona Drummond havia sido vítima de algo trágico. Mas seus pais nunca desistiram de procurá-la, dizendo que só aceitariam sua morte se encontrassem o corpo.
Ao saberem que Leona Drummond estava viva e havia sido levada para aquele lugar, os pais dela compraram passagens e vieram às pressas.
Com provas de que Meida Lima era, de fato, Leona Drummond, além do teste de DNA feito com a colaboração dos pais, não havia mais dúvidas: Meida Lima era Leona Drummond.
Os pais da família Drummond queriam levar Leona embora. Ao ver os pais, que não via há anos e agora de cabelos brancos, Leona se sentiu profundamente tocada.
— Mãe, eu não quero voltar com vocês — disse Leona Drummond, os olhos cheios de lágrimas.
— O quê? — a mãe de Leona olhou incrédula para a filha — Você só pode estar louca! Vai deixar uma vida confortável para trás e continuar sofrendo aqui?
— É isso mesmo, você era uma universitária, aprovada para o mestrado! Agora é só uma mulher do campo chamada Meida Lima. Por que não quer ir embora conosco? — o pai de Leona também não compreendia.
Leona Drummond respondeu:
— Pai, mãe... eu sei que vocês querem o meu bem. Mas durante toda a minha vida, vocês sempre disseram isso, sem nunca respeitar a minha vontade.

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