Os subordinados de Gustavo Ferreira, responsáveis por seguir aquelas pessoas, achavam que Melina Barbosa havia cometido outro engano. Para surpresa de todos, no final, todos eles realmente se reuniram.
E, de forma inacreditável, eles se encontraram descaradamente no bar ao lado da delegacia local.
Quem conseguia abrir um bar ao lado da delegacia do país L, certamente não era alguém de pouca habilidade ou influência.
— Quem diria... logo aqui — Gustavo Ferreira soltou uma risada fria.
— Parece que todos nós fomos feitos de bobos.
— Eu sempre soube que esse lado era bastante obscuro, mas não imaginava que fosse tanto assim — Melina Barbosa desabafou, sem esconder o espanto.
Afinal, aquelas pessoas estavam claramente em conluio com a polícia. Não era de se admirar que tivessem coragem para todo tipo de operação no submundo — até tráfico de órgãos humanos era feito às claras.
— Se eu soubesse onde Tomás Cruz está, juro que daria um fim em todos eles de uma só vez! — Melina Barbosa exclamou.
— Calma, primeiro preciso localizar Samuel Palmeira — respondeu Gustavo Ferreira.
— Samuel Palmeira? Ele conhece esse pessoal? — Melina Barbosa perguntou, surpresa.
— Ele conhece um general influente daqui, o General Bai — explicou Gustavo Ferreira.
— General Bai...
Melina Barbosa vasculhou a memória e, em seguida, pegou o celular para pesquisar. Finalmente compreendeu de quem se tratava o tal General Bai mencionado por Gustavo Ferreira.
Era impressionante: Samuel Palmeira conhecia mesmo figuras tão poderosas!
Gustavo Ferreira estava prestes a ligar para Samuel Palmeira, quando, inesperadamente, recebeu uma chamada de vídeo dele.
— Jaime, e a Melina Barbosa? — Samuel Palmeira perguntou, com a voz carregada de emoção.
O coração de Melina Barbosa disparou, tomada por uma sensação estranha, quase pressentindo algo...
— Estou aqui! Estou aqui! É sobre a Sofia, não é...? — Melina Barbosa mal conseguiu terminar a frase, de tão nervosa.
— Sim, Sofia Palmeira acordou — confirmou Samuel Palmeira.
— Que maravilha! — Melina Barbosa não conseguiu conter as lágrimas, que rolavam livremente, apesar de tentar parecer tranquila ao enxugar o rosto.
Samuel Palmeira teve um leve espasmo no canto da boca e murmurou:
— Viu só? Está mesmo confusa. Só assim para ter coragem de falar comigo desse jeito.
O médico examinou Sofia Palmeira, confirmou que ela estava consciente e sem nenhum problema nas funções físicas, e então se retirou.
— Será que não estou sonhando? — Sofia Palmeira murmurou novamente.
Dessa vez, Samuel Palmeira estava perto o suficiente para ouvir claramente.
— Você acha que está sonhando? — Samuel Palmeira perguntou, quase sem acreditar.
Por que ela pensaria isso ao acordar? Seria porque o viu ali? Talvez ela achasse que havia sido salva, por isso tudo parecia um sonho.
O que Samuel Palmeira não sabia era que, para Sofia Palmeira, sair de um verdadeiro pesadelo apenas para cair novamente nas garras de um empresário sem escrúpulos era difícil de acreditar. Não podia ser verdade — devia estar sonhando.
— Ela está um pouco confusa agora. Vou passar o celular para ela, para ver como reage — disse Samuel Palmeira.

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