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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 809

— Que... que história é essa de traição... Não faço ideia do que você está falando.

Gael Teixeira, sempre discreto e um pouco tímido, ficou ruborizado ao ser alvo das brincadeiras dos amigos, seu rosto ganhando um tom vermelho, quase como se estivesse febril.

Nesse momento, Gustavo Ferreira entrou pela porta.

— Jaime, você chegou tão tarde que vai ter que pagar uma rodada — disse Hector Matos a Gustavo Ferreira.

Gustavo Ferreira tirou o casaco, ainda carregando o frio da rua, e respondeu:

— Sem problema.

— Jaime, não me diga que você vai começar a economizar até o tempo que passa com a gente? Olha a hora que chegou — comentou Samuel Palmeira, enquanto servia uma dose para Gustavo Ferreira.

Gustavo Ferreira retrucou:

— Como você descobriu?

O movimento de Samuel Palmeira ao servir a bebida parou por um instante. Ele respondeu:

— Poxa, Jaime, precisava ser tão sincero assim?

— A gente cresceu junto, sempre compartilhou tudo, e você me aparece com essa.

Gustavo Ferreira tomou a dose que Samuel Palmeira lhe ofereceu num só gole e disse:

— Que história é essa de compartilhar tudo? Não exagera. Quando você ainda usava fralda, eu já estava sentado na árvore te vendo rolar na lama.

Samuel Palmeira ficou vermelho de vergonha. Já tinha até esquecido disso, mas ouvir Gustavo Ferreira relembrar agora só aumentou seu constrangimento.

— Isso nunca aconteceu — protestou Samuel Palmeira, sem jeito.

Gustavo Ferreira continuou:

— Agora há pouco, no caminho pra cá, encontrei uma pessoa.

Todos se animaram, curiosos:

— Quem?

Gustavo Ferreira lançou um olhar profundo para Samuel Palmeira antes de responder:

— Francisco Palmeira.

A mão de Samuel Palmeira tremeu, e ele acabou derramando bebida.

Tentando disfarçar, colocou a garrafa de lado e comentou:

— Que descuido o meu... Essa era uma das minhas melhores reservas.

— Por que o seu irmão apareceu de repente? — perguntou Renato Oliveira.

Na verdade, o antigo celular já tinha se perdido há tempos, e ele nem sabia onde tinha ido parar. Achava que Francisco Palmeira não voltaria mais do exterior, mas, para sua surpresa...

— Já que voltei, vai ou não vai me receber direito? Não merece um jantar de boas-vindas?

— Eu... — Samuel Palmeira mordeu os lábios, sem aceitar nem recusar de imediato.

— Francisco Palmeira, chega aqui e brinda com a gente — chamou Renato Oliveira.

Francisco Palmeira, ao ver Renato Oliveira e os outros, entrou sorridente:

— Não imaginei que ia encontrar todo mundo aqui hoje. Quanto tempo...

— Realmente, faz tempo — disse Renato Oliveira, servindo-lhe um copo. — Já fez dezoito anos?

— Quase — respondeu Francisco Palmeira.

Samuel Palmeira, num impulso, se colocou na frente de Francisco Palmeira e disse:

— Ainda faltam três meses para ele fazer dezoito. Eu bebo por ele.

Sem hesitar, Samuel Palmeira virou o copo de uma vez.

Francisco Palmeira fixou o olhar em Samuel Palmeira, seus olhos transbordando sentimentos difíceis de traduzir.

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