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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 812

Ricardo Pedrosa sorriu e apontou para Melina Barbosa, dizendo:

— Ela veio correndo e me pediu para vir te ajudar. Então, aqui estou.

Sofia Palmeira ficou um pouco constrangida e falou:

— Desculpe pelo incômodo, Ricardo.

— Que isso, Sofia. Somos velhos colegas, não precisa dessa formalidade toda — respondeu Ricardo com naturalidade.

De repente, o celular de Samuel Palmeira tocou em um momento nada oportuno.

Ao ver o identificador de chamadas, Samuel franziu as sobrancelhas, formando um nó em sua testa. Instintivamente, ele guardou o aparelho de volta no bolso, sem atender.

Mas o toque persistiu, insistente.

Sofia Palmeira olhou para ele e comentou:

— Chefe, seu celular ainda está tocando.

Com um tom cansado, Samuel respondeu:

— Eu sei.

— Sabe e não atende? Vai deixar aqui atrapalhando a gente? — disse Sofia, já um pouco impaciente.

Por dentro, ela se perguntava que gosto estranho era aquele do Samuel para escolher uma música instrumental tão sombria como toque do celular. Aquela melodia transmitia um peso incômodo e deixava o ambiente carregado.

— Perdão — disse Samuel, retirando o celular do bolso e caminhando até a porta da varanda.

Nesse instante, o toque cessou, e ele deixou escapar um suspiro de alívio.

Melina Barbosa trocou um olhar com Sofia Palmeira. A expressão de Sofia parecia perguntar silenciosamente: será que o chefe dela estava com algum problema? Ele estava mesmo muito estranho.

Melina então mudou de assunto:

— Sofia, amanhã é a audiência do caso da Dona Lu. Já pensou em como vai fazer?

O sorriso de Sofia sumiu. Ela passou a língua pelos lábios e os mordeu, deixando a pele ainda mais pálida, sem perceber o gesto.

Nos últimos dias, ela vinha evitando enfrentar essa questão.

— Eu... não sei.

Melina falou com gentileza:

— Tudo bem. Amanhã, na hora da audiência, vamos juntas dar uma olhada, certo?

Dizer adiantaria de algo? Impediria Francisco Palmeira de voltar? Impossível!

Juliana insistiu:

— Volte para casa imediatamente!

— Não posso voltar agora, tudo bem? — respondeu Samuel, exausto.

— Não, não está bem!

— Tá bom, já entendi.

Sofia Palmeira, observando Samuel ao telefone, sentiu uma estranha sensação passar por seu peito.

Nunca tinha visto Samuel daquele jeito, completamente abatido, como uma flor murcha depois de um banho de água fervente.

Por que essa imagem lhe veio à cabeça? Porque, naquele momento, Samuel parecia desprovido de qualquer energia, como se estivesse morto por dentro.

Agora, Sofia finalmente compreendeu o ditado: há pessoas que ainda respiram, mas já morreram por dentro.

De repente, os olhares dos dois se encontraram no ar.

Samuel se mexeu levemente, caminhando em direção a Sofia.

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