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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 815

Sofia Palmeira queria perguntar para Melina Barbosa por que ela a tinha trazido ali, afinal o caso já estava quase encerrado e ela não via mais utilidade em sua presença.

No entanto, Melina Barbosa apenas sinalizou para que Sofia Palmeira olhasse na direção de Marcelo Senna.

Nesse momento, Marcelo Senna voltou a interrogar Dona Lu.

— Segundo o depoimento de uma pessoa informada sobre o caso, sua filha, a senhora Sofia Palmeira, seria na verdade uma criança que a senhora teria trazido ilegalmente…

Sofia Palmeira arregalou os olhos de choque. Um depoimento de alguém que sabia de tudo… Será que…?

Ela virou-se para Melina Barbosa, que confirmou o pensamento de Sofia Palmeira com um leve aceno de cabeça.

O coração de Sofia Palmeira bateu mais devagar, e ela olhou, nervosa, para Dona Lu.

Foi então que ela percebeu um brilho estranho nos olhos de Dona Lu.

Logo em seguida, Dona Lu respirou fundo e, cerrando os dentes, falou:

— Quem disse isso? Que absurdo! Sofia Palmeira é minha filha, por que eu a criaria por tantos anos se não fosse? Eu teria problema mental?

— Ré, mantenha a compostura e controle suas palavras! — repreendeu o juiz, em tom severo.

Dona Lu encolheu os ombros, visivelmente contrariada, mas acabou se calando.

— Na época em que a senhora se preparava para vendê-la, descobriram que era uma menina e que estava com febre. Depois, sua sogra, Dona Santos, buscou orientação com um astrólogo e disseram que a menina poderia afastar desgraças da família e ainda trazer fertilidade. Por isso, a senhora acabou ficando com ela.

Dona Lu não conseguia ter filhos, mesmo após anos de casamento.

Depois que Sofia Palmeira chegou à casa deles, seis meses se passaram e Dona Lu engravidou.

Desde então, as coisas em casa começaram a melhorar gradativamente.

Foi por esse motivo que Sofia Palmeira pôde permanecer com eles.

Enquanto isso, o irmão de Sofia cresceu forte e robusto. Ela até costumava rir dele, dizendo que ele era gordo demais, ao contrário dela, que era esguia.

Agora, finalmente, ela percebia o quanto tudo aquilo era uma grande piada.

Os sinais sempre estiveram ali, mas ela se recusava a enxergar, preferindo lavar o próprio cérebro e se afundar em uma felicidade que nunca existiu de verdade, acreditando ingenuamente que era feliz.

Sem perceber, Sofia Palmeira já estava com o rosto coberto de lágrimas.

Samuel Palmeira, ao vê-la naquele estado, suspirou e lhe ofereceu um lenço.

Sofia Palmeira, com a visão embaçada, agarrou o lenço, enxugando as lágrimas e assoando o nariz.

Quando se deu conta, percebeu que Samuel Palmeira não havia lhe dado um lenço de papel, mas sim um lenço de seda legítima!

Só então entendeu por que o toque daquele “lenço de papel” era tão macio.

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