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Armadilha Doce: O Segredo do Presidente romance Capítulo 816

Ela respirou fundo para se recompor e disse a Samuel Palmeira:

— Então... me desculpe, eu não sabia que era um lenço. Vou lavar e devolver depois...

Sofia Palmeira nem terminou a frase e já percebeu o que tinha dito.

Devolver para ele depois de ter enxugado o nariz e as lágrimas? Mesmo limpo, ainda seria estranho.

Ela sorriu, sem graça, e ficou sem saber o que dizer a seguir.

Samuel Palmeira respondeu:

— Tudo bem.

Sofia Palmeira ficou surpresa, por alguns instantes nem conseguiu reagir.

Melina Barbosa, que segurava um lenço de papel, paralisou por um momento e, silenciosamente, guardou-o de volta.

Gustavo Ferreira envolveu o ombro de Melina Barbosa e sussurrou ao seu ouvido:

— Está com ciúmes?

Melina Barbosa respondeu:

— Não, imagina.

Ver outra pessoa tratando Sofia Palmeira com sinceridade também a deixava feliz. Por que sentiria ciúmes?

Diante da pergunta de Marcelo Senna, Dona Lu não se abalou. Com firmeza, afirmou:

— Sofia Palmeira é minha filha! Agora e sempre será!

Sofia Palmeira olhou para Dona Lu, sentindo uma mistura de emoções difíceis de descrever.

De repente, sentiu sua mão direita ser apertada. Ao olhar para baixo, viu uma mão delicada segurando a sua.

Seguindo o movimento, encontrou o rosto de Melina Barbosa, que lhe disse:

— Não se deixe levar. Ela tem um motivo para dizer isso.

Sofia Palmeira mordeu os lábios e assentiu levemente.

Ela sabia muito bem o que havia por trás das atitudes de Dona Lu!

Dona Lu assumia toda a culpa sozinha para livrar o pai de Samuel.

Ela se recusava a admitir que Sofia Palmeira não era sua filha de sangue porque queria garantir que Sofia Palmeira ficasse presa a ela para sempre!

Sofia Palmeira teria que cuidar dela na velhice, além de tomar conta de seu filho e da nora enquanto ela estivesse presa!

Sem compradores, não haveria vendedores!

Se não fosse pela demanda dessas pessoas, nem existiriam pessoas como Dona Lu nesse tipo de negócio.

Por isso, Gustavo Ferreira sempre acreditou que quem compra e quem vende deveriam ser punidos igualmente.

Infelizmente, mesmo depois de Marcelo Senna apresentar esse argumento, tanto o júri quanto o juiz acharam essa ideia radical demais.

Além disso, no Brasil, não existe nenhuma lei que puna compradores e vendedores da mesma maneira.

Gustavo Ferreira disse:

— Se você não concorda, podemos recorrer novamente.

Melina Barbosa respondeu:

— Se recorrer trouxer mais atenção ao caso e inspirar mudanças na lei, vale a tentativa.

Na última vez, as palavras de Daniel Barbosa sobre punir compradores e vendedores igualmente já tinham feito muita gente refletir. Se mais casos como esse surgissem e a reação popular fosse forte, talvez o desejo deles se tornasse realidade.

No entanto, enquanto houver demanda, sempre haverá quem se arrisque. Esse tipo de problema dificilmente vai desaparecer de verdade!

Ao saírem do tribunal, todos estavam com o coração pesado.

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