Depois que a porta da sala privada se fechou, Vitor Drummond ficou muito tempo de pé perto da janela.
Quando o cigarro já estava pela metade, a parede atrás dele soltou de repente um leve "clique".
Se Tereza Viana ainda estivesse ali, com certeza ficaria surpresa — a parede onde ela ficou sentada por duas horas agora deslizava lentamente para o lado, revelando uma entrada oculta.
Um jovem saiu pela porta secreta.
Tinha uns vinte e cinco ou vinte e seis anos, vestia um moletom de grife de edição limitada, usava uma fina corrente de prata no pescoço, o cabelo tingido de loiro acinzentado e dois pequenos brincos de diamante negro na orelha esquerda. Ele parecia um típico playboy rico, totalmente deslocado naquela sala elegante.
Ele caminhou de forma arrogante até a mesa e olhou para o lugar onde Tereza estava sentada — agora vazio, restando apenas uma xícara de chá pela metade.
— Tsc — ele estalou a língua no céu da boca. — Vitor, o seu charme não está funcionando. A bela não caiu na sua lábia.
Vitor se virou, sem expressão no rosto: — Bernardo Alves, quando você chegou?
— Já faz um tempo. — Bernardo se jogou na cadeira onde Tereza estava sentada antes e cruzou as pernas. — Ouvi tudo muito bem da sala secreta. Olha, Vitor, você dá presentes e pede desculpas, mas no fim ela não agradece e nem quer cooperar.
Ele esticou a mão e tocou o lugar na mesa onde a caixa de veludo estava antes — agora completamente vazio.
— Mas ela aceitou o presente. — Bernardo ergueu as sobrancelhas. — Parece que não é um caso totalmente perdido?
— Ela aceitou por educação. — Vitor se aproximou e sentou-se em frente a ele. — Não porque aceitou a minha proposta.


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