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As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa romance Capítulo 294

Três da tarde, horário de Paris, nove da noite, horário da Capital.

O voo AF381 da Air France voava suavemente acima das nuvens. A luz na primeira classe era suave, e o ar estava impregnado com um leve aroma de champanhe.

Tereza estava sentada no assento da janela, olhando para o mar de nuvens pela janela. A luz do sol passava pelas frestas das nuvens, dando um contorno dourado àquelas nuvens brancas.

Beatriz estava sentada ao lado dela. Beatriz estava folheando a revista de produtos duty-free do avião, murmurando: — Esta bolsa é bonita... este perfume... este chocolate...

O canto da boca de Tereza se curvou levemente.

O celular vibrou.

Ela olhou para baixo, era uma mensagem de Caio Mendes:

[Onde vocês estão?]

Tereza respondeu: [Ainda no avião. E você?]

Caio Mendes: [Já cheguei. No hotel.]

Tereza ficou surpresa: [Tão rápido?]

Caio Mendes: [O voo de Xangai para Paris é um pouco mais perto do que o da Capital. E eu vim um dia antes.]

Tereza olhou para aquelas palavras, e a imagem dele dizendo isso surgiu em sua mente — devia estar com o rosto sério, com um tom profissional, mas escondendo um pequeno pensamento.

Ela digitou algumas palavras: [Em qual hotel está hospedado?]

Caio Mendes: [Shangri-La.]

O canto da boca de Tereza se curvou novamente.

O mesmo que o dela.

Antes que ela pudesse responder, ele enviou outra mensagem: [Vocês também, certo?]

Tereza: [Sim.]

Caio Mendes: [A que horas chegam? Vou buscá-las.]

Os dedos de Tereza pararam.

Ela digitou algumas palavras: [Não precisa se incomodar, temos um carro para nos buscar.]

Caio Mendes: [Meu carro já está pronto.]

Tereza olhou para aquelas palavras e ficou em silêncio por dois segundos.

Então ela digitou uma palavra: [Tudo bem.]

Enviar.

Ela guardou o celular e continuou a olhar pela janela.

Aquele sorriso no canto da boca não desapareceu.

—

Do outro lado da primeira classe, a disposição dos assentos era um tanto sutil.

Tereza e Beatriz estavam sentadas nos assentos da janela à esquerda. No assento do corredor à direita, estava Adilson. Ao lado dele, no assento da janela, estava Berta. Uma fileira atrás, Isadora usava fones de ouvido, olhando para o celular.

Marcos Lima estava na classe econômica.

Essa disposição de assentos deixou a atmosfera em toda a primeira classe um tanto sutil.

Depois que Berta se sentou, seu olhar frequentemente se desviava para a esquerda. Tereza estava olhando para o celular, com o perfil calmo, sem notá-la.

Ou melhor, sem se importando com ela.

Os dedos de Berta apertaram levemente o apoio de braço.

Ela respirou fundo, colocou um sorriso gentil no rosto e virou-se para Adilson: — Adilson, estou com um pouco de sede.

Adilson estava com os olhos fechados descansando. Ao ouvir isso, ele abriu os olhos e apertou o botão de chamada.

A comissária de bordo veio rapidamente: — Senhor, deseja algo?

— Dê a ela um copo de água morna. — Adilson disse.

A comissária assentiu e saiu.

O sorriso de Berta congelou por um instante.

Ela queria que Adilson fosse buscar pessoalmente, não que apertasse o botão de chamada.

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