Três da tarde, horário de Paris, nove da noite, horário da Capital.
O voo AF381 da Air France voava suavemente acima das nuvens. A luz na primeira classe era suave, e o ar estava impregnado com um leve aroma de champanhe.
Tereza estava sentada no assento da janela, olhando para o mar de nuvens pela janela. A luz do sol passava pelas frestas das nuvens, dando um contorno dourado àquelas nuvens brancas.
Beatriz estava sentada ao lado dela. Beatriz estava folheando a revista de produtos duty-free do avião, murmurando: — Esta bolsa é bonita... este perfume... este chocolate...
O canto da boca de Tereza se curvou levemente.
O celular vibrou.
Ela olhou para baixo, era uma mensagem de Caio Mendes:
[Onde vocês estão?]
Tereza respondeu: [Ainda no avião. E você?]
Caio Mendes: [Já cheguei. No hotel.]
Tereza ficou surpresa: [Tão rápido?]
Caio Mendes: [O voo de Xangai para Paris é um pouco mais perto do que o da Capital. E eu vim um dia antes.]
Tereza olhou para aquelas palavras, e a imagem dele dizendo isso surgiu em sua mente — devia estar com o rosto sério, com um tom profissional, mas escondendo um pequeno pensamento.
Ela digitou algumas palavras: [Em qual hotel está hospedado?]
Caio Mendes: [Shangri-La.]
O canto da boca de Tereza se curvou novamente.
O mesmo que o dela.
Antes que ela pudesse responder, ele enviou outra mensagem: [Vocês também, certo?]
Tereza: [Sim.]
Caio Mendes: [A que horas chegam? Vou buscá-las.]
Os dedos de Tereza pararam.
Ela digitou algumas palavras: [Não precisa se incomodar, temos um carro para nos buscar.]
Caio Mendes: [Meu carro já está pronto.]
Tereza olhou para aquelas palavras e ficou em silêncio por dois segundos.
Então ela digitou uma palavra: [Tudo bem.]
Enviar.
Ela guardou o celular e continuou a olhar pela janela.
Aquele sorriso no canto da boca não desapareceu.
—
Do outro lado da primeira classe, a disposição dos assentos era um tanto sutil.
Tereza e Beatriz estavam sentadas nos assentos da janela à esquerda. No assento do corredor à direita, estava Adilson. Ao lado dele, no assento da janela, estava Berta. Uma fileira atrás, Isadora usava fones de ouvido, olhando para o celular.
Marcos Lima estava na classe econômica.
Essa disposição de assentos deixou a atmosfera em toda a primeira classe um tanto sutil.
Depois que Berta se sentou, seu olhar frequentemente se desviava para a esquerda. Tereza estava olhando para o celular, com o perfil calmo, sem notá-la.
Ou melhor, sem se importando com ela.
Os dedos de Berta apertaram levemente o apoio de braço.
Ela respirou fundo, colocou um sorriso gentil no rosto e virou-se para Adilson: — Adilson, estou com um pouco de sede.
Adilson estava com os olhos fechados descansando. Ao ouvir isso, ele abriu os olhos e apertou o botão de chamada.
A comissária de bordo veio rapidamente: — Senhor, deseja algo?
— Dê a ela um copo de água morna. — Adilson disse.
A comissária assentiu e saiu.
O sorriso de Berta congelou por um instante.
Ela queria que Adilson fosse buscar pessoalmente, não que apertasse o botão de chamada.

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