Seis da manhã, o dia estava apenas clareando.
Caio Mendes estava encostado na cabeceira, a tela do celular ainda acesa. O bloco de notas estava cheio de anotações — cuidados na gravidez, ranking de escolas, conhecimentos sobre criação de filhos... Ele passou a noite inteira lendo.
Lá fora, a Torre Eiffel aparecia e desaparecia na névoa matinal.
Ele esfregou os olhos e olhou as horas.
Seis e dez.
Muito cedo.
A internet dizia que gestantes precisavam dormir mais, não podiam ser incomodadas.
Ele levantou-se, foi ao banheiro, tomou um banho e vestiu roupas limpas. Um suéter de caxemira cinza-claro, calça preta casual, parecendo bem mais revigorado.
Diante do espelho, ele olhou o próprio rosto com atenção.
Uma noite sem dormir, havia olheiras sob os olhos.
Ele franziu a testa, pegou o celular e o largou.
Muito cedo.
Esperar mais um pouco.
Sete horas.
Ele se levantou, foi até a porta, colocou a mão na maçaneta e parou.
Esperar mais um pouco.
Sete e meia.
Ele finalmente não aguentou mais, abriu a porta e saiu.
Iria descer para pegar o café da manhã primeiro e entregaria diretamente quando ela acordasse.
Ele caminhou em direção ao elevador, com um leve sorriso nos lábios.
—
A porta do elevador se fechou lentamente.
Alguns segundos depois, a porta do quarto 1806 se abriu.
Tereza Viana saiu, vestindo um vestido de tricô off-white com um casaco bege claro por cima. O cabelo estava solto, com uma maquiagem leve no rosto, parecendo gentil e elegante.
Beatriz ainda estava de pijama, encostada no batente da porta, bocejando.
— Tereza, você realmente não quer que eu vá com você?
Tereza Viana virou-se, olhou para a expressão preguiçosa dela e sorriu.
— Continue dormindo. — ela disse. — Alguém virá te buscar ao meio-dia, nos vemos no evento.
Beatriz esfregou os olhos: — Então tome cuidado.
Tereza Viana assentiu e virou-se em direção ao elevador.
—
Estacionamento subterrâneo.
A porta do elevador se abriu e Tereza Viana saiu.
Na garagem espaçosa, uma Ferrari vermelha de edição limitada estava estacionada não muito longe do elevador. A carroceria aerodinâmica brilhava sob a luz fraca, como uma chama ardente.
A porta do carro se abriu e uma pessoa saiu de dentro.
Era um homem — ou melhor, um homem cujo gênero era difícil de distinguir à primeira vista.
Ele usava um terno de veludo roxo brilhante exagerado, com uma camisa de renda preta por baixo, a gola aberta, revelando o pescoço claro. O cabelo estava tingido de loiro claro, com ondas grandes, caindo solto sobre os ombros. Usava brincos geométricos exagerados e várias pulseiras enroladas no pulso.
Os traços faciais eram requintados demais, com uma beleza andrógina entre as sobrancelhas e os olhos.
Ele viu Tereza Viana e seus olhos brilharam instantaneamente.
— Querida!

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