Tereza Viana o pegou e havia uma série de notificações de mensagens na tela.
Caio Mendes: [Você saiu?]
Caio Mendes: [Quer jantar junto hoje à noite?]
Caio Mendes: [Deixei o café da manhã na sua porta, lembre-se de comer quando acordar.]
Caio Mendes: [Chegou?]
Caio Mendes: [Por que não responde?]
Ela rolou as mensagens uma por uma, franzindo a testa cada vez mais.
Ela não tinha dito? Não precisava que ele se preocupasse hoje, a organização enviaria um carro para buscá-la.
Por que ele ainda mandava tantas mensagens?
E o que ele estava mandando — "Chegou?" "Por que não responde?" "Deixei o café da manhã na porta"...
Quando foi que ela pediu para ele entregar café da manhã?
Tereza Viana segurou o celular, com a testa franzida.
A voz do professor soou atrás dela: — Íris? O que foi?
Ela voltou a si, guardou o celular, virou-se e sorriu para o professor: — Nada.
— Aconteceu alguma coisa? — o professor olhou para ela. — Se tiver algo para fazer, pode ir primeiro. Podemos conversar à noite.
— Não é nada mesmo. — Tereza Viana balançou a cabeça, com um tom calmo. — São só mensagens inconvenientes.
Enquanto falava, ela deslizou o dedo levemente pela tela, colocando o celular no modo silencioso.
Então ela segurou o braço do professor, com o sorriso voltando ao rosto: — Vamos, professor, me leve para ver a área de exposição dos trabalhos que você mencionou.
O professor olhou para ela, com um brilho carinhoso nos olhos: — Certo, vamos.
Os dois caminharam lado a lado para fora.
Louis de Bourbon seguia atrás, seu olhar parou nas costas de Tereza Viana por um segundo antes de se desviar.
Ele não disse nada.
—
Hotel Shangri-La, quarto 1808.
Caio Mendes estava parado diante da janela, encarando a tela do celular.
Nenhuma resposta.
Ainda sem resposta.
Quantas mensagens ele tinha mandado? Cinco? Seis?
Ele não conseguia lembrar.
Ele só sabia que ela não respondia suas mensagens há mais de uma hora.
A internet dizia que gestantes se cansavam facilmente, talvez ela tivesse dormido.
A internet dizia que gestantes tinham oscilações de humor, talvez ela não quisesse responder.
A internet dizia que gestantes—
— Sr. Mendes!
A voz de Renan soou da porta, interrompendo seus pensamentos.
Caio Mendes virou-se.
Renan entrou apressado, segurando um tablet, com uma expressão um tanto sutil no rosto.
— Descobri. — ele disse. — A pessoa que buscou a Dra. Tereza.
Os olhos de Caio Mendes brilharam: — Quem é?
Renan entregou o tablet: — Veja o senhor mesmo.

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