O Grand Palais estava brilhantemente iluminado.
O enorme lustre de cristal pendia da cúpula de vidro, refratando milhares de raios de luz e iluminando todo o salão principal como se fosse dia. Centenas dos melhores designers de joias do mundo, líderes de marcas e celebridades da moda estavam reunidos, exalando perfume e exibindo joias deslumbrantes.
O telão de LED gigante no palco mudava de imagens coloridas, às vezes brilhando como uma galáxia, às vezes com as bordas nítidas como as facetas de uma joia. A orquestra sinfônica, sentada em um lado do palco, tocava uma melodia solene e elegante.
Íris estava no centro do palco, e os holofotes a cobriam com uma luz suave.
Ela usava uma máscara de renda, deixando apenas os olhos calmos à mostra. O vestido longo branco-lunar brilhava com um tom perolado sob a luz, e ela parecia uma beleza clássica que havia saído de uma pintura.
— Obrigada. — A voz dela ecoou pelo salão através das caixas de som. — É uma honra estar aqui.
Os aplausos soaram novamente.
Ela assentiu levemente, virou-se e caminhou até a bancada dos jurados, sentando-se no lugar do meio.
——
Segundo andar, área VIP.
O olhar de Caio acompanhou aquela figura de branco-lunar o tempo todo, vendo-a se sentar, vendo-a abaixar a cabeça para conversar com o jurado ao lado, vendo-a virar a cabeça de leve de vez em quando, revelando a linha elegante do pescoço.
Ele ficou parado perto da grade, imóvel.
Renan se aproximou e disse em voz baixa: — Sr. Mendes, não quer achar um lugar para sentar? Ficar em pé cansa...
Caio o ignorou.
Ele só conseguia pensar se ela estava com fome. Se estava cansada. Se as costas dela iam doer de ficar sentada tanto tempo.
A internet dizia que mulheres grávidas não podiam ficar sentadas por muito tempo.
Ele franziu a testa, pegou o celular e mandou uma mensagem para Tereza:
[Está cansada?]
Só depois de enviar é que lembrou que ela estava no palco agora, e o celular com certeza estava no silencioso.
Ele encarou a tela da conversa por alguns segundos e guardou o celular de novo.
——
Primeiro andar, no meio da multidão.
Beatriz se esforçava para ficar na ponta dos pés, tentando ver o que acontecia no palco. Mas havia um estrangeiro de quase dois metros de altura na frente dela, bloqueando completamente a sua visão.
— Ai! — Ela bateu o pé, ansiosa.
Um francês loiro de olhos azuis ao lado viu a cena e perguntou sorrindo: — Madame, precisa de ajuda?
Beatriz acenou rapidamente com as mãos: — Não precisa, não precisa, eu mesma...
Antes que ela terminasse de falar, o francês já havia se afastado um pouco e feito um gesto para que ela passasse.
Beatriz se espremeu para a frente, sem graça, e finalmente viu Íris no palco.
Ela olhou para aquela figura familiar, sentindo o coração em um turbilhão de emoções.
Tereza.
Aquela era a sua melhor amiga, Tereza.
A Tereza que comia junto com ela todos os dias, que fazia compras junto com ela, que reclamava de homens junto com ela.
Era a lenda do mundo global do design de joias?
Ela abriu a boca e, depois de um bom tempo, soltou uma frase:

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