— Por que você veio para cá?
— Não queria ficar com aqueles velhos. — Louis respondeu com convicção. — Eles são muito chatos.
Ele olhou para Arnaud e ergueu uma sobrancelha.
— E aí, Arnaud, você também veio?
Arnaud sorriu e bateu os punhos com ele.
— Louis, essa sua roupa... — Ele olhou de cima a baixo para o terno de veludo verde-escuro de Louis e estalou a língua duas vezes. — Continua chamativo.
Louis balançou o cabelo loiro com orgulho: — Isso se chama bom gosto, você não entende.
Beatriz estava parada ao lado, assistindo aos dois homens discutirem, ainda atônita.
Arnaud a notou, sorriu e perguntou a Tereza: — Quem é ela?
— Minha melhor amiga, Beatriz. — Tereza apresentou. — A trouxe para conhecer o mundo.
Arnaud estendeu a mão para Beatriz com um sorriso radiante: — Olá, meu nome é Arnaud.
Beatriz apertou a mão dele, sentindo as palmas suarem.
— O-olá... — A voz dela tremeu um pouco. — Meu nome é Beatriz...
Arnaud sorriu e disse em português: — Seu nome é Beatriz? É muito bonito.
Os olhos de Beatriz se arregalaram instantaneamente.
— V-você fala português?!
— Um pouco. — Arnaud sorriu. — Minha mãe é brasileira.
Beatriz olhou para Tereza, com os olhos cheios de "por que você não me disse antes".
Tereza sorriu e balançou a cabeça.
Louis interveio ao lado: — Senhorita Beatriz, não se deixe enganar pela aparência dele, o português dele é melhor que o meu. Meu francês é pior que o português dele.
Arnaud lançou um olhar para ele: — Cale a boca.
Louis deu uma gargalhada.
Beatriz olhou para os dois e, de repente, sentiu que aquelas figuras inatingíveis das revistas não pareciam mais tão assustadoras.

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