A noite estava escura como breu.
Os plátanos dos dois lados da avenida arborizada farfalhavam ao vento noturno, e a luz dos postes de luz caía através das folhas, lançando manchas de luz quebradas no chão. Os faróis de vários carros iluminavam aquela rua deserta de forma brilhante, como holofotes em um palco.
No momento em que Caio abriu a porta do carro e saiu correndo, o brilho de uma faca já havia cortado em sua direção.
Ele se esquivou para o lado, a lâmina passou raspando por seu ombro, cortando a camisa e levantando uma fileira de gotas de sangue. Antes que ele pudesse se firmar, a segunda pessoa já havia pulado sobre ele pelo lado.
Ele levantou a perna e chutou o joelho do homem, e o osso emitiu um som nítido de quebra. Antes que o grito pudesse sair, a faca da terceira pessoa já estava esfaqueando em direção ao seu abdômen.
Caio agarrou aquele pulso e torceu-o bruscamente. A faca caiu no chão, emitindo um som nítido de metal batendo. Mas ele não teve tempo de desviar do ataque da quarta pessoa — um cano de ferro o atingiu com força nas costas.
Um baque surdo.
Ele cambaleou dois passos para frente, e um gosto de sangue subiu à sua boca.
Nesse momento, o som estridente de freios rasgou o céu noturno.
Dois SUVs pretos entraram correndo das duas extremidades da rua ao mesmo tempo, e os faróis eram como dois olhos brilhantes, iluminando toda a cena como se fosse dia. As portas dos carros se abriram bruscamente, e várias figuras saltaram de dentro.
— Sr. Mendes!
A voz de Hugo explodiu na noite.
Ele era o irmão gêmeo de Renan, o capitão dos guarda-costas que Caio havia arranjado no país. Neste momento, ele segurava um bastão retrátil na mão e levou vários guarda-costas de preto para o círculo de batalha.
O som de bastões de ferro batendo, o som de ossos quebrando, gritos e xingamentos se misturaram.
Caio se levantou apoiado nos joelhos e limpou o sangue do canto da boca. Ele viu Hugo derrubar um homem de preto com um golpe de bastão, com movimentos limpos e precisos.
Mas as pupilas dele se contraíram de repente.
— Hugo! Cuidado!
Hugo abaixou a cabeça instintivamente, e uma bala passou raspando pelo topo de sua cabeça, atingindo a porta do carro atrás dele, emitindo um som estridente de metal batendo.
Armas.
O outro lado tinha armas.
O rosto de Hugo mudou.
Ele agarrou o braço de Caio e o arrastou para trás do carro. — Sr. Mendes, esconda-se!
Antes que ele terminasse de falar, houve mais dois tiros. As balas atingiram o capô do carro, levantando uma fileira de faíscas.
Caio foi puxado por Hugo para trás do carro e se agachou ao lado do pneu. Renan também rastejou para fora do carro, com o rosto branco como papel, tremendo todo.
— Irmão... — A voz dele até flutuava.
— Cale a boca. — Hugo baixou a voz e puxou uma pistola da cintura. Ele colocou a cabeça para fora para dar uma olhada e rapidamente a encolheu de volta.
— Pelo menos quatro pessoas têm armas. — A voz dele estava muito tensa. — O poder de fogo é forte, não parecem bandidos comuns.
Caio encostou-se na porta do carro, e o ferimento em suas costas doía em ondas. Ele olhou para Hugo, com a voz rouca:
— E os seus homens?
— Seis. — Hugo disse. — Mas só temos duas armas.
Assim que ele terminou de falar, houve outra rajada de tiros. As balas atingiram o carro, e o som de vidro quebrando era excepcionalmente estridente no céu noturno. O Maybach preto de Caio estava crivado de buracos, os pneus estavam murchos e a carroceria estava cheia de buracos de bala.
Renan se encolheu atrás do pneu, segurando a cabeça com as duas mãos, tremendo todo.
Os olhos de Caio se estreitaram. Ele olhou para aqueles buracos de bala, e um pensamento passou por sua mente.
Adilson.
Ele realmente não tinha poupado despesas.

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