Tereza abriu a porta do carro e caminhou em direção ao prédio comercial. Ao chegar na entrada, ela olhou para trás.
O carro de Caio ainda estava no mesmo lugar. A janela estava abaixada, e ele a observava, com um olhar calmo e gentil.
Ela acenou levemente com a cabeça para ele, virou-se e entrou no prédio.
Foi só quando a figura dela desapareceu no saguão que Caio subiu lentamente o vidro do carro.
Dentro do carro ainda restava aquele cheiro leve, frio e limpo de hospital que vinha dela.
Ele se encostou no encosto do banco, olhou para o prédio comercial e, muito tempo depois, ligou o carro e foi embora.
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Escritório Vanguarda, décimo segundo andar.
Quando Tereza empurrou a porta de vidro, a recepcionista levantou-se imediatamente, com um sorriso caloroso no rosto: — Sra. Tereza, a senhora chegou. A Dra. Beatriz está esperando em sua sala.
— Obrigada. — Tereza assentiu levemente.
— Por aqui, por favor.
Atravessando o corredor iluminado, a recepcionista parou em frente a uma porta de madeira escura e bateu de leve.
— Pode entrar. — Ouviu-se a voz de Beatriz lá de dentro.
A porta se abriu. O escritório de Beatriz não era grande, mas a decoração era muito acolhedora. Uma estante cobrindo toda a parede, um sofá confortável, e alguns vasos de plantas perto da janela. Beatriz estava sentada atrás da mesa ao telefone e, ao ver Tereza entrar, falou rapidamente para a pessoa na linha: — Renato, ela chegou. Certo, estamos te esperando.
Ela desligou o telefone e caminhou apressada para segurar as mãos de Tereza: — Tereza, você chegou. E aí? A viagem foi tranquila?
— Ué, Tereza, por que você começou a beber chá de leite...? Antes, quando eu comprava para você, você nunca bebia, dizia que o chá de leite era uma bebida com alto teor de açúcar, gordura e calorias, por que resolveu beber hoje, não é normal... — Beatriz olhou para ela com o rosto cheio de dúvidas!
— Um amigo me deu e disse que me faria sentir melhor, achei indelicado recusar. — Tereza sentou-se no sofá.
Beatriz assentiu e, vendo que Tereza não queria falar mais, não fez mais perguntas, sentando-se ao lado dela e observando seu rosto com atenção: — Tereza, você parece... muito calma.

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