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As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa romance Capítulo 86

— O quê?! — Larissa soltou um grito estridente, o rosto tão pálido quanto papel. Suas pernas fraquejaram, quase despencando no chão, precisando agarrar o braço de Berta com toda a força para conseguir se manter em pé. — Eu não fiz nada! Eu não fiz nada! Que substâncias? Que incitação? Vocês estão mentindo! É uma armadilha! Irmã! Irmã, me ajuda! Eu não vou! Eu não vou para a delegacia! — Ela falava de forma desconexa, e as lágrimas brotaram no mesmo instante. Aquele tom calculista e desdenhoso que demonstrara no quarto há pouco havia sumido, deixando apenas o mais instintivo dos medos.

Berta sentia a dor dos apertos dela e praguejava mentalmente pela incompetência da irmã, mas aquele não era o momento para lhe dar uma lição. Segurando a dor no braço e a raiva no peito, ela forçou-se a manter a calma e dirigiu-se ao policial: — Oficial, a minha irmã é muito nova e não sabe das coisas. Com certeza há algum mal-entendido nisso. O senhor... não poderia me deixar falar com ela um minuto? Ou avisarmos o nosso advogado?

— Senhora Berta, perante a lei, não há distinção para quem é muito novo e não sabe das coisas. — O policial de meia-idade não alterou a expressão. — Quanto ao advogado, ela terá o direito de contatar um, conforme a lei, assim que chegar à delegacia. Agora, por favor, dê licença e não nos impeça de cumprir com o nosso dever. — O olhar dele já deixava clara a advertência.

O policial mais jovem avançou, preparando-se para colocar as algemas em Larissa.

— Não! Não me algemem! — Larissa, apavorada, debatia‑se desesperada e gritou: — Irmã! Me salva! Foi o Felipe Ramos! Tenho certeza que aquele idiota do Felipe está mentindo! Eu não mandei ele fazer nada de verdade! Eu só… só queria dar um susto na Tereza! Não queria machucá‑la! O remédio… foi ele quem me deu! Ele disse que não teria nenhum problema! Irmã, acredita em mim!

Em meio ao pânico, ela falava o que lhe vinha à cabeça, quase como se estivesse confessando o envolvimento, e ainda escancarou o nome do principal suspeito, Felipe, e o "remédio".

A visão de Berta escureceu. A sua vontade era de tampar a boca daquela idiota imediatamente! Tudo o que a garota dizia era como entregar a faca nas mãos da polícia!

O olhar do policial mais velho se estreitou, e ele assentiu para o colega. O mais jovem, sem perder mais tempo, prendeu rapidamente os pulsos de Larissa, que continuava chorando e se debatendo. — Larissa Ramos, você está intimada a comparecer à delegacia para ser investigada. Você tem o direito de permanecer em silêncio, mas tudo o que disser poderá ser usado contra você. — Ele recitou a advertência de forma mecânica e fria.

— Irmã——!!! — Larissa, sendo arrastada pelos policiais, cambaleava em direção à saída, e o seu choro agonizante ecoou pelo pátio, impregnado de desespero.

Berta continuou parada no mesmo lugar, assistindo passivamente à irmã sendo levada pela viatura. Todo o seu corpo estava gélido, as mãos e os pés adormecidos. A máscara de doçura cuidadosamente mantida finalmente se rachou, sobrando apenas surpresa, raiva e um profundo e cortante medo.

Felipe realmente havia sido pego! E entregou Larissa tão rápido!

E aquele copo de água? O que Tereza diria à polícia? Quanta evidência a polícia já tinha em mãos?

Capítulo 86 1

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