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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 337

O impacto veio antes mesmo de atravessarem as portas de desembarque.

O ar quente envolveu Francine e Malu como um abraço exagerado, quase teatral, daqueles que fazem a pele lembrar imediatamente onde está.

O contraste com o inverno nova-iorquino foi tão brusco que Malu riu sozinha, sentindo o suor surgir antes mesmo de dar três passos.

— Meu Deus… — Francine soltou o casaco no braço. — Assim que chegarmos em casa eu quero um banho de piscina. Pra lavar esse frio até da alma.

— Você acabou de sair do avião — Malu provocou. — Já quer entrar na água?

— Quero — Fran respondeu, sem culpa nenhuma. — E depois quero reclamar do calor. É o ciclo natural da vida.

O caminho até a mansão foi silencioso no começo.

Não um silêncio pesado, um silêncio confortável, de quem ainda estava se reajustando ao próprio fuso horário e às próprias emoções.

Foi Malu quem quebrou primeiro.

— Fran… eu tava pensando. — Ela apoiou o braço no vidro, observando a cidade que reaparecia familiar. — Acho que tá na hora de eu sair da mansão.

Francine virou o rosto devagar.

— O quê?

— Não faz mais sentido eu ficar lá. — Malu deu de ombros, mas o tom era sério. — Eu e o Cássio estamos bem. Não tem por que eu continuar escondida, ocupando um quarto que nem é meu.

— Mas você é de casa — Fran rebateu, rápido demais. — Sempre foi.

Malu sorriu, grata.

— Eu sei. E eu amo isso. Mas também sei quando preciso do meu espaço… do nosso espaço.

Francine suspirou, apoiando a cabeça no banco.

— Eu vou sentir sua falta todos os dias.

— Eu não vou sumir — Malu riu. — Só vou… mudar de CEP.

Quando chegaram, Francine cumpriu a promessa imediatamente.

Nem malas foram abertas.

Em poucos minutos as duas estavam na piscina, o sol alto refletindo na água azul, o cheiro de verão misturado ao de protetor solar.

Malu se sentou na borda, os pés dentro da água, e puxou o celular.

— Vou ligar pro Cássio. Fazer figa pra ele — disse, com aquele sorriso que denunciava saudade boa.

A chamada foi atendida quase no mesmo segundo.

— Chegaram? — a voz dele veio quente, como o clima.

— Chegamos. — Ela virou a câmera para a piscina. — Olha isso.

— Prefiro a da minha casa — ele respondeu sem pensar. — Se bem que ela ficaria muito melhor se você estivesse dentro.

Malu riu.

— Sempre direto, né?

— Sempre honesto. — Ele inclinou o rosto, sério por um segundo. — Por que você não vem morar comigo?

O silêncio durou pouco, mas foi real.

— Cássio… — ela mordeu o lábio. — Será que a gente não tá apressando demais as coisas?

Ele sorriu daquele jeito convencido, mas tranquilo.

— Meu colchão é melhor que o seu, meu braço é o melhor travesseiro que você vai encontrar, eu amo a sua comida… — fez uma pausa dramática. — E a gente evita gastar dinheiro à toa com aluguel. Só vejo vantagens.

Malu caiu na gargalhada.

— Eu vou pensar — respondeu, sincera.

— Pensa com carinho — ele piscou. — Eu espero.

337 - Em casa 1

337 - Em casa 2

337 - Em casa 3

Ele apoiou os antebraços na mesa e foi direto ao ponto.

— Digam que temos boas notícias para apresentar ao mercado.

A secretária executiva começou a distribuir as pastas de couro escuro, uma a uma, com precisão quase coreografada.

O diretor financeiro pigarreou antes de falar. Não por nervosismo, por satisfação.

— Temos ótimas notícias.

Um sorriso escapou antes mesmo que ele tentasse conter.

Cássio abriu a pasta devagar, os olhos correndo pelas primeiras páginas. Percentuais em alta. Curvas ascendentes. Projeções que, meses antes, pareciam otimistas demais para serem levadas a sério.

Dorian fez o mesmo, cruzando o olhar com o dele por um breve segundo.

Não precisaram dizer nada.

Ambos sabiam.

Aquele não era apenas mais um balanço positivo.

Era a confirmação silenciosa de que o risco tinha valido a pena. De que as decisões difíceis, as noites mal dormidas e os anos de pressão tinham construído algo sólido.

— Esse ano — o diretor financeiro continuou — vai ser um marco para a empresa.

Dorian fechou a pasta com cuidado, apoiando-se na cadeira.

— Então vamos fazer jus a isso — disse, firme.

Cássio assentiu, sentindo o peso e o privilégio daquele momento.

Eles sabiam.

Aquele ano não seria um marco apenas para a empresa, mas para a vida deles.

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