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Bilionário, Vamos Nos Divorciar romance Capítulo 433

DENNIS

Ana foi internada em um centro de crise psiquiátrica, e eu passei a maior parte dos meus dias lá. Apesar de tentar equilibrar meu tempo entre o trabalho, Justin e Amie, me pegava passando a maior parte do tempo ao lado de Ana.

No trabalho, as coisas iam muito bem. Eu ganhava bem mais do que antes de ter sido enganado, mas não me sentia feliz. O amor da minha vida estava em uma clínica psiquiátrica. Todos os dias em que eu a visitava, torcia para que seu quadro finalmente começasse a melhorar. Metade do tempo, ela parecia bem, sentada sozinha com uma expressão neutra, sem falar com ninguém por horas. Na outra metade, chorava e me implorava para levá-la até Amie.

O médico dizia que ela estava melhorando, mas para mim não parecia.

Justin estava bem. Não parecia estar sofrendo tanto como Aiden sugeriu. Às vezes chorava sem parar e só se acalmava ao adormecer, mas eu sabia que era saudade da mãe.

Me esforcei para sempre estar presente para ele, assim como fazia com Ana, mesmo quando o trabalho era uma loucura. Não queria deixá-lo completamente nas mãos da babá. Embora fosse uma boa mulher, queria que Justin crescesse reconhecendo outro rosto além do dela.

— Pegaram os sequestradores e assassinos da Amie — contei a Ana na minha última visita.

Ela sorriu e bateu palmas.

— Yay! Devíamos levá-los até Amie para que ela possa puni-los. — Então acrescentou: — Amie agora é muito poderosa. — Levantou o braço, mostrando o bíceps. — Ela tem o poder aqui. Eu vi. Ela me mostrou.

Eu apenas sorri e assenti. Ela retribuiu com aquele sorriso lindo.

***

Os capangas contratados pelos sequestradores, aqueles que disseram ter sido os responsáveis pelos disparos que mataram Amie, também foram presos.

Mas o que me chocou de verdade foi descobrir quem eram os sequestradores. Tabitha e os homens que, no passado, me submeteram àquelas sessões ridículas e ao tal banho de imersão.

Naquele momento, me odiei por tê-los deixado partir sem denunciar. Quando descobri que eram golpistas, deveria ter ido direto à polícia. Talvez Amie ainda estivesse aqui, e Ana estivesse bem.

Culpei Aiden por agir por conta própria, culpei a esposa dele por estar envolvida… mas no fundo, todos tivemos culpa de alguma forma.

Tudo começou com a obsessão de Tabitha por mim e sua sede de vingança. No meio disso, estava Sharon, esposa de Aiden, com medo de que Ana pudesse afastá-lo dela. E, claro, Ana… talvez, só talvez, se ela tivesse nos deixado resolver, nada disso teria acontecido. Mas se Aiden e eu estivéssemos alinhados desde o início, ela não teria sentido necessidade de tomar as rédeas. Era culpa de todos e de ninguém ao mesmo tempo.

Contei à polícia tudo o que sabia sobre eles e sobre o que me fizeram passar. Descobri que nem sequer haviam relatado isso às autoridades.

***

Com a aproximação do dia do julgamento, eu limpei minha agenda para poder comparecer.

De qualquer forma, eu precisava vê-los receber a punição que mereciam.

No dia, saí cedo para ver Ana.

Dessa vez, eu realmente acreditava no médico. Ana estava melhorando. Não arranhava mais a pele como antes, não ficava horas olhando para o nada e, o melhor de tudo, parou de falar em ir embora para se juntar a Amie.

— Oi — disse, puxando-a para um abraço.

Ela retribuiu com um sorriso tímido.

— E o Justin?

— Está bem. Sente sua falta.

Ela suspirou, frustrada.

— Queria que me deixassem sair logo — murmurou, coçando a sobrancelha.

— Vão deixar, em breve — respondi, guiando-a até uma cadeira.

Passei o braço ao redor dela e ficamos em silêncio por alguns minutos, enquanto ela distraidamente cutucava as unhas.

— Amie finalmente vai ter justiça hoje — falei, observando atentamente sua reação. O médico havia me orientado a ter cuidado ao tocar no nome de Amie.

Ela ficou imóvel e permaneceu em silêncio. Depois, levantou o olhar.

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