AIDEN
Com o tempo, o caso de Amie ganhou grande atenção da mídia. Todos os canais de notícias exibiam a foto da pobre menina enquanto falavam de sua morte trágica e de como todos os responsáveis deveriam ser punidos severamente.
No meio de toda essa comoção, o foco da imprensa passou de Amie para Sharon e para mim. De alguma forma, vazaram informações sobre nosso casamento e a falsa gravidez dela.
Comecei a receber ligações de vários números desconhecidos, com perguntas absurdas, todos em busca de algo direto da fonte. Acabei trocando o chip do meu celular pelo do meu assistente. Se houvesse algo importante, ele me repassaria. Eu estava farto daquelas ligações incessantes.
Quando Sharon teve alta e foi levada de volta à delegacia, havia uma multidão de repórteres na porta.
Os policiais a escoltavam, mas isso não impediu que os jornalistas gritassem perguntas:
— Você realmente fingiu uma gravidez, Sra. Aiden?
— A senhora ainda é uma mulher casada?
— Onde está seu marido? Ele ainda te ama?
— Vai pedir o divórcio?
— Você esteve envolvida na morte de Amie Dennis?
— Teve um caso com algum dos sequestradores?
Tantas perguntas absurdas. Sharon manteve a cabeça baixa, o cabelo cobrindo o rosto das câmeras.
Enquanto a observava, imaginei que estivesse chorando e arrependida. Mas já era tarde demais. Nenhuma lágrima apagaria o que ela fez.
Desde que a mídia se envolveu, venho trabalhando de casa. Dia e noite, repórteres se amontoavam na frente da empresa ou na porta de casa.
Tive que contratar seguranças quando alguns chegaram ao ponto de bater nas janelas e na porta. Mesmo assim, alguns ainda rondavam a vizinhança, fingindo serem transeuntes ou dirigindo devagar, tentando captar algo novo para publicar.
Os sequestradores e assassinos de Amie foram condenados à prisão perpétua. Justo.
Dennis estava presente no julgamento, e o olhar de ódio que lançou a todos, especialmente à mulher entre eles, me fez suspeitar que havia mais entre eles do que apenas aquela tentativa de golpe e de iniciá-lo em alguma seita, como o detetive havia mencionado.
Quando a sentença foi lida, percebi o alívio no rosto de Dennis e, por um instante, o desprezei um pouco menos. Ele sabia que era o que eles mereciam.
Ao vê-lo ali, me perguntei onde estaria Justin, até lembrar que ele havia dito ter contratado uma babá. Espero que seja alguém de confiança. Hoje em dia, ninguém é.
Meu celular tocou e atendi.
— Não há ninguém por perto agora, pode sair — disse um dos seguranças.
— Obrigado — murmurei, pegando as chaves do carro e saindo.
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