PONTO DE VISTA DO AUTOR
Sharon foi declarada inocente de envolvimento direto na morte de Amie, mas culpada por conspiração. Teve sorte de conseguir uma sentença mais leve, uma pena reduzida. Seu advogado garantiu isso, graças à influência de seu pai.
Apesar da decepção com as escolhas da filha, ele não a abandonaria, ela ainda era sua herdeira, a única digna de continuar o legado da família.
Enquanto Sharon cumpria sua pena, contando os dias para sair dali, recebeu os papéis do divórcio.
Naquela manhã, Sharon sentiu que o frio era incomum para a estação. Sua cela parecia menor, sufocante. Encostou a cabeça nas grades, tentando respirar melhor, quando uma agente penitenciária a chamou.
Foi levada para uma sala com uma mesa de ferro. Ali, sobre a mesa, repousavam os documentos de divórcio e uma caneta.
O motivo pelo qual Sharon havia se envolvido em todas aquelas tramoias era para evitar que Aiden a deixasse. Ironicamente, tudo terminou exatamente como ela temia — só que pior.
Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela destampava a caneta. Aiden sequer havia comparecido para entregar os papéis pessoalmente. Na verdade, ele nunca a visitou nem uma vez desde sua prisão.
Mesmo com tudo que ele lhe fez, Sharon ainda desejava o toque dele, seus abraços, palavras de conforto. Mas agora, tudo o que restava era aquele contrato diante dela, já assinado por Aiden.
Se pudesse, não assinaria. Sabia que merecia aquilo, mas ainda assim, parte dela ainda acreditava merecer uma segunda chance. O problema era que não se tratava de uma escolha; a assinatura era apenas uma formalidade obrigatória.
Com as mãos trêmulas, ela assinou. E, naquele instante, soube que estava tudo acabado.
***
Aiden estacionou em frente à casa de Ana.
Desde que ele havia conseguido a liberação dela do sanatório, Ana retomara sua vida com Justin, dividindo-se entre cuidar do filho e visitar Dennis no hospital todos os dias.
Ao subir a entrada, Aiden torcia para que ainda conseguisse encontrá-la em casa. Seu voo sairia em menos de uma hora.
Tocou a campainha e, enquanto esperava, notou o gramado bem cuidado. Da última vez que esteve ali, estava abandonado. Tinha certeza de que Ana era a responsável por isso.
Ao entrar, percebeu uma mudança imediata no ambiente. A casa de Ana não era só uma construção, era um lar. Havia uma sensação de calor e acolhimento, algo que Aiden jamais sentiu em seu próprio casamento. Sua casa com Sharon sempre foi fria, vazia. Ali, tudo transbordava amor.
— Aiden? — Ana chamou, surpresa, ao aparecer segurando Justin.
Aiden sorriu ao vê-la. Ana parecia bem melhor. Quando estava no sanatório, havia perdido muito peso, mas agora parecia mais saudável. O brilho nos cabelos e no olhar deixavam evidente sua recuperação.
— O que está fazendo aqui?
— E o pequeno? Como ele está? — desviou a pergunta, olhando para Justin.
Ana sorriu. — Está bem. — Beijou a bochecha do filho e se sentou no sofá. Depois falou baixinho para Justin: — Diga oi para o Aiden.
Aiden percebeu que ela o chamava pelo nome e não de “papai”.
Ele estendeu a mão e deixou que Justin segurasse seu dedo com força.
— Oi, Justin, eu sou o Aiden.
Ana riu e, brincando, respondeu por Justin: — Oi, Aiden, eu sou o Justin.


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