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Caminho traçado: uma babá na fazenda romance Capítulo 26

Em seu quarto, Oliver estava com os nervos à flor da pele, após ter uma conversa com Aurora na cozinha.

Deitou-se na cama e começou a pensar na frase que a garota acabara de falar.

“Um filho nunca será um empecilho e sim um combustível para buscar coisas melhores. Um filho é uma bênção”

Oliver rolava incomodado na cama de um lado para o outro. De repente, pega-se chorando. — Por que Liana? Por que você não pensou como a Aurora?

Oliver olhava a foto da ex-mulher no celular e chorava como criança, estava tão desapontado. Fez o que podia para a amada ficar e continuar com ele. Havia até perdoado o imperdoável.

Não ligava se as pessoas iriam zombar dele, só queria construir sua família. Por amor à Liana, mesmo se o resultado do exame de DNA dissesse que o filho não era dele, cuidaria e amaria o menino como se fosse seu filho.

— Fui um idiota, em entregar meu coração para você, você não se importou nem um pouco comigo, nem com seu filho.

Abriu uma garrafa de Whisky e começou a beber, enquanto bebia, falava em voz alta tudo que ficava guardado no seu coração.

— Você não se importou nem um pouco com ele! — Jogou o copo de vidro na parede. — Olha só, seu filho está sendo cuidado por outra pessoa e ela está fazendo melhor do que você ou eu faríamos.

Continuou a beber na boca do gargalo.

— Por que você não é como a Aurora?

Oliver se sentia magoado, traído, despedaçado, o pior que todo esse sentimento estava fazendo com que ele ficasse longe do filho, que tanto esperou com amor.

Quando chegou em casa e viu Aurora com o Noah na cozinha, pegou-se imaginando como seria se fosse Liana no lugar dela. Aurora beijava Noah e dançava com ele, o protegia como se fosse o próprio filho.

— Se tivesse mais um pouco de paciência, nós iríamos voltar a viajar, eu, você e nosso filho, eu te pedi só um pouco de calma.

Após secar uma garrafa, pegou outra.

— Agora, olha só o que me tornei, um nada! Nem eu mesmo estou conseguindo ser e tudo por sua culpa.

Sequer no Noah conseguia focar, sentia que não era digno de cuidar daquele bebê, ainda mais com uma cabeça tão perturbada. Amava o filho, mas não se sentia em condições psicológicas no momento para se aproximar daquele bebê.

As coisas no quarto rodavam, todas as noites eram assim, por mais que Liana lhe tivesse traído, ainda a amava, mesmo ela lhe fazendo tudo aquilo, ele ainda não havia conseguido matar o amor que nutriu por todos esses anos que passaram juntos, ainda mais, porque tudo ainda era recente.

— Espero que você nunca volte, porque eu te amo e vou te amar até a morte, porém, mesmo te amando, nunca mais quero você perto de mim, nem do meu filho.

Após sussurrar essas palavras, caiu no sono, tendo pesadelos a noite inteira.

Sonhou estar na ponte prestes a se jogar, então escutou uma voz se aproximando e o chamando, olhou para trás e viu Liana, que aparecia com seu olhar de anjo.

— Oli, o que está fazendo?

— Acabarei com todo esse sofrimento que você me causou, vou dar um fim nessa dor, não suportarei olhar nos olhos das pessoas outra vez, não consigo nem olhar nos olhos do nosso filho.

— Não faça isso, amor, vem! Me dá a mão.

Quando estendeu a mão para a mulher, ela se aproximou. Então, ele fechou os olhos para lhe dar um beijo e, antes de seus lábios se encontrarem, Liana o empurra com toda a força do alto para o precipício. Antes de chegar no chão, ele viu Túlio sorrindo da sua desgraça.

Acordou atordoado de seu pesadelo.

Era domingo e não queria sair da cama, a ressaca estava pesada, iria dormir até seu corpo não aguentar, mas foi atrapalhado por barulhos na porta do quarto. Quem seria a esse horário? Só poderia ser a magrela da Aurora, já que todos os outros funcionários estavam de folga.

— Vá embora, não quero ser perturbado! — Gritou irado, mas de resposta ouviu a porta sendo aberta.

— Acorda cara, já vai dar meio-dia!

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