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Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 439

Enquanto conversavam, Noah apareceu e se aproximou dos irmãos.

— Tudo está pronto, a cerimônia já vai começar.

Ajustando a gravata pela milésima vez, Henri respirou fundo e assentiu, sentindo o coração bater forte no peito, tão forte que quase parecia querer atravessar o tecido do terno. Ao seu lado, Gael riu baixinho.

— Você vai acabar arrancando essa gravata se continuar mexendo nela desse jeito.

— Me deixa — respondeu Henri, passando as mãos pelos cabelos. — Estou… sei lá… nervoso demais.

— Nervoso é pouco — Noah brincou, cruzando os braços enquanto observava o irmão. — Você está pálido. Quer sentar um pouco?

— Não… eu… — Henri engoliu seco. — Eu só quero que comece logo.

— E vai começar — disse Noah, pousando a mão no ombro dele. — Vem. Está todo mundo esperando.

Os três caminharam pelo gramado perfeitamente decorado, contornando a lateral da casa dos pais. O sol da tarde iluminava cada detalhe do jardim, deixando tudo milimetricamente impecável, como ele havia sonhado.

Ao chegar mais perto, Henri encontrou a mãe parada ao lado da entrada da passarela, vestindo um vestido rosa claro que realçava seus olhos. Quando o viu, ela ficou emocionada e enxugou discretamente uma lágrima no canto do olho.

— Meu filho… — ela disse, abrindo os braços para ele.

Fechando os olhos por um instante, ele a abraçou forte. Aquilo o ancorou, o acalmou, o lembrou de onde ele estava e do significado daquele momento.

— Pronto? — Aurora perguntou, ajeitando a gola do terno do filho.

Rindo nervoso, ele respondeu:

— Eu não sei. Mas estou aqui.

— Então está pronto — ela disse com persuasão. — Vamos?

Ele assentiu.

Os convidados começaram a se levantar ao ver o noivo se posicionando ao lado da mãe. Um murmúrio de admiração correu pelo jardim: Henri Caetano estava elegante, impecável, mas havia algo além, algo no jeito como ele olhava para a passarela como se estivesse prestes a ver o centro do universo ali.

Gael se posicionou ao lado da esposa e da filha, e Noah foi para perto de Elisa.

Então a música começou. Naquele momento, já havia alguns convidados que estavam em lágrimas.

Henri sentiu as pernas tremerem assim que se posicionou no altar para esperar a noiva. E então…

Ela apareceu.

Catarina surgiu no início da passarela ao lado do pai, segurando o buquê com ambas as mãos, não por charme, mas porque estava tremendo tanto quanto Henri.

O vestido era simplesmente perfeito: fluido, elegante, com delicados bordados que refletiam a luz do fim da tarde. O véu longo caía como uma pequena névoa brilhante ao redor dela, e o cabelo preso deixava o rosto à mostra, e que rosto… iluminado, emocionado, sereno e encantado.

Sem se controlar, Henri levou a mão à boca para conter o soluço que escapou. Seus olhos arderam imediatamente, e ele não tentou disfarçar. A emoção ali era grande demais para caber em qualquer gesto contido.

Ela era linda.

Linda de um jeito que fazia o mundo inteiro desaparecer.

Gael olhou para ele e deu um leve chute em sua perna, sussurrando:

— Respira, cara… senão vai cair duro no chão.

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