Já faz um tempinho que sentia uma dorzinha na ponta da barriga, mas não queria falar com ninguém, me sentia inchada, e parecia que a qualquer momento eu iria explodir. Havia chegado ao sétimo mês de gestação e pedia que essas crianças ficassem por mais tempo dentro da minha barriga, para que nascessem saudáveis e não precisassem de nenhuma intervenção.
Hoje, trabalhei mais cedo, meu horário de entrada agora era às sete e meia, mas cheguei às sete, arrumei a copa e fiquei sentada. A dorzinha ficava indo e vindo e torcia para isso não ser uma contração, pois ainda não estava preparada. Na verdade, nem sei se ficaria uma hora, eu morria de medo do parto e me senti frustrada em saber que iria enfrentar tudo isso sozinha.
Havia me decidido que, após os meninos nascerem, iria ligar para Denise, mesmo morrendo de vergonha. Pediria que ela falasse com o Oliver sem que Liana pudesse ouvir, que eu precisava falar e vê-lo pessoalmente, então ele viria e eu apresentaria as crianças. Sei que seria um baque para ele, ainda mais que os dois voltaram, mas pediria que registrasse as crianças, elas não mereciam crescer sem ter o nome do pai na certidão, e sei que ele me auxiliaria na criação deles…
Era tão estranho tudo que pensava, me sentia tão idiota, mas acho que fiquei mais sensível na gravidez. Eu só queria que o Oliver aparecesse e dissesse que foi tudo um mal-entendido e que ele e Liana não tinham mais nada, que ela havia ido embora e que ele estava à minha procura.
Lágrimas corriam em meus olhos, como podia existir gente tão mal nesse mundo? Liana não queria de volta o Oliver nem o Noah, mesmo assim preferiu nos separar para fazer sabe-se lá o quê.
Eu nunca desejei mal a ninguém, mas esperava que ela pagasse caro pelo que estava fazendo com todos nós.
Logo, enxuguei as lágrimas, pois vi que a maçaneta estava girando e alguém iria entrar, mas ao contrário do que imaginei, a porta não se abriu e ninguém apareceu.
A dor na ponta da barriga descia pelo corpo como uma contração, passou-se pouco tempo, Rafaela apareceu.
— Meu Deus, você viu a perfeição de homem que está aqui? — Perguntou empolgada.
— Não vi ninguém, você está louca?
— Ué, pensei que ele tinha entrado aqui.
— Não entrou ninguém até agora, afinal, ainda é cedo, Rafa.
— Já tem um paciente aí, lindo de viver, confesso que aquela perfeição deixa o Tácio no chinelo, meu coração chegou a errar as batidas quando ouvi a voz máscula dele.
— Eita! Está parecendo que o Tácio está descendo do seu pódio, hein?
— Quem me dera, se um homem daquele me desse bola, eu só dava adeus ao Tácio e iria com ele, mas infelizmente ele está acompanhado, com uma mulher bem linda também e o filhinho. Na verdade, o paciente é o filho.
— Sério?
— Sim, ele veio de outro estado e trouxe o filho para avaliação, Tácio pediu que levasse um café e água, para eles, se não tivesse me pedido pessoalmente, eu diria para você ir, assim veria a perfeição em pessoa.
— Que exagero, Rafaela, ai… — Senti outra contração.
— O que foi Rora?
— Estou sentindo umas pontadas aqui, acho que são as contrações de treinamento.
— Acho melhor você ir se consultar com o médico, não acha? E se os bebês estiverem para nascer?
— Eles não vão nascer agora, bem… Espero que não!
O celular de Rafa tocou.
— Ah, já estou indo, doutor, é porque a Aurora não está se sentindo muito bem. — Tácio disse algo e Rafa apenas concordou. — O Tácio disse para você ir agora para o segundo andar e se consultar com o médico, e que você o esperasse, que ele mesmo te levaria para casa.
— Para quê me levar para casa? Eu já falei com ele que não precisa se preocupar comigo, eu darei um jeito, além disso, ele tem pacientes para atender.
— Eu só estou dando o recado e você sabe, se você for embora sem o avisar, ele fará um escândalo. Você sabe muito bem como ele é.
— Tudo bem, eu estou indo ver o médico.
— Vai lá, eu levarei a água para o bonitão na sala do Tácio.
— Ai, ai, Rafa.
Peguei o elevador e fui para o segundo andar, onde havia o consultório obstétrico. Na recepção, já falei que estava sentindo fortes dores, então fui atendida rapidamente pelo meu médico, que me acompanhava, já que estava fazendo todo o meu pré-natal aqui com ele.
Eu devia estar tendo alucinações, pois acabei de ver Oliver em pé, parado no acostamento do estacionamento.
— Oliver.
— Aurora, você está bem?
— Aquele homem, Tácio, você viu? Aquele homem era o Oliver?
Tácio dirigia para fora do estacionamento.
— Ah, esqueci de te avisar mais cedo, com certeza era ele. Ele veio trazer o filho para consulta.
— O Noah? O que houve com o Noah? — Já perguntei desesperada.
— Ele está com um tumor no olho, mas não é grave, não se preocupe.
— Pare o carro, Tácio, por favor, eu preciso vê-lo.
— Ei, calma! Sei que você foi babá do menino, mas pense em você agora.
— O Oliver estava com quem?
— Estava acompanhado de uma mulher.
“Liana”
Pensei comigo mesmo, era normal eles estarem juntos, já que ela era a mãe do Noah.
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...