A manhã estava especialmente quente em São Caetano, e Catarina acordou sentindo que havia sido atropelada por um trator. Literalmente. A cabeça pesava, o corpo parecia desligado e, por algum motivo inexplicável, o cheiro do café que Henri preparava, geralmente o aroma mais perfeito do mundo, naquele dia estava simplesmente insuportável.
— Bom dia, amor… — Henri disse ao entrar no quarto, trazendo a xícara favorita dela. — Preparei o seu café como você gosta.
Assim que ele entrou, ela levou a mão à boca.
— Meu Deus… tira isso daqui!
Confuso, Henri parou no meio do caminho.
— O café?
— O cheiro está horrível! — Ela abanou o ar com as mãos. — Você colocou o quê aí? Gasolina?
— Ué… — Ele cheirou a xícara. — Está normal.
— Para você! Para mim, está… — ela fez uma careta — … insuportável!
Ele saiu do quarto resmungando, ainda sem entender. Enquanto Catarina colocava a culpa no estresse dos últimos dias da faculdade, do calor absurdo… tudo podia ser culpa disso.
Mas, assim que colocou o pé na cozinha, outra onda de enjoo veio com força total.
Henri arregalou os olhos.
— Catarina, você está bem?
— Não… — ela correu até a pia — … eu acho que vou…
Largando o café, o marido correu atrás dela e segurou o cabelo dela enquanto ela vomitava pela terceira vez em dois dias.
— É intoxicação alimentar — ele decretou, convicto. — Eu sabia que a sobremesa que pedimos aquele dia não estava com cara boa.
Mesmo fraca, Catarina ergueu o rosto.
— Amor, pelo amor de Deus, sempre pedimos a mesma sobremesa no mesmo restaurante.
Ele pensou por um instante.
— Então é virose.
— Eu também acho que seja — ela concordou.
Mas, quando se endireitou, colocou a mão na barriga e sentiu um leve incômodo diferente. Não era dor. Não era enjoo. Era… algo. Um clique mental. Uma lâmpada acendendo. Uma ideia absurda?
Não. Não podia ser.
Podia?
[…]
— Mãe… — ela disse, horas depois, entrando na casa dos pais com um humor esquisito.
Andrea estava dobrando roupas quando a filha entrou, pálida.
— Filha, meu Deus, o que houve? Você está com uma cara… — ela fez um gesto com a mão — … assim ó... de quem viu uma assombração.
Respirando fundo, Catarina soltou.
— Mãe… tenho algo para te contar. Mas você promete que não vai contar a ninguém ainda?
— Prometo. — Andrea respondeu séria, mas o olho dela brilhou, já imaginando coisa grande.
— Eu… — Catarina pigarreou — … passei mal ontem, passei mal hoje…
— Com enjoos? — Andrea questionou, arqueando a sobrancelha.
— Sim! — Catarina bufou. — Não sei se foi algo que comi, ou… Só pensei… que talvez… exista a possibilidade… mínima… remota…
— Minúscula? — Andrea completou.
— É.
A mãe abriu um sorriso lento, perigosíssimo.
— Catarina… — ela disse, segurando o rosto da filha com as duas mãos — … Você está achando que está grávida?
— Achando não, mãe. Eu só… suspeito.
Andrea não teve a menor intenção de ser discreta.
— Damião! — ela berrou, fazendo a filha arregalar os olhos. — Damião, pode vir aqui um momento?
— Mãe! — Catarina deu um empurrão leve nela. — Pelo amor de Deus, não o chame desse jeito!
Mas já era tarde.
Damião apareceu na porta do corredor, com cara de quem havia corrido do outro lado da casa achando que era emergência hospitalar.
— O que foi? O que aconteceu? — ele perguntou, ofegante.
Andrea apontou teatralmente para Catarina.
— Nossa filha pode estar grávida!
— Mãe! — Catarina gritou.
Damião congelou. Literalmente. Os olhos arregalaram. Ele piscou três vezes. Depois, abriu a boca, mas nada saiu.
— Eu não estou dizendo que estou grávida! — Catarina tentou explicar. — Eu só… estou enjoada. Só isso.
Ignorando completamente a tentativa de defesa da filha, Andrea colocou a mão na cintura.
— Vamos comprar um teste agora.
— Agora? — Catarina repetiu.
Damião levantou as mãos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...