Alguns anos depois…
Aurora estava no jardim da casa, colhendo algumas rosas para colocar no vaso que enfeitava a mesa de jantar. Enquanto cortava as flores, cantarolava baixinho, deixando claro o quanto seu coração estava leve naquele dia.
De repente, o som de um veículo se aproximando chamou sua atenção. Imaginando que fosse Oliver voltando da aula de balé com Helena, ela se virou com um sorriso já pronto, mas, para sua surpresa, quem descia do veículo era Denise, também visivelmente animada.
— Boa tarde, amiga — disse Denise, fechando a porta do carro.
— Boa tarde, Dê — Aurora respondeu, indo até ela para abraçá-la apertado.
— Vejo que está de ótimo humor… assim como eu — Denise brincou, com um brilho no olhar.
— E como não estaria? — Aurora replicou, rindo. — Hoje, a Eloá e o Gael voltam do exterior definitivamente… e trazem a nossa Amelie de volta também.
— Sim! — Denise concordou, e seus olhos brilharam ainda mais. — Eu nem acredito. Depois de tantos anos, a Eloá finalmente concluiu os estudos e agora volta para casa para ficar perto da gente. Não poderia estar mais feliz. Saber que meus filhos estão todos aqui… ah, amiga, é como realizar um sonho.
— Com certeza. Eu nem tenho palavras para descrever a emoção que sinto.
— E como estão os preparativos por aqui?
— Estão indo bem — Aurora respondeu. — Algumas das funcionárias já foram arrumar a casa do Gael para deixar tudo pronto para eles. Enquanto isso, eu estou adiantando o jantar.
— Quer ajuda?
— Claro! Ajuda nunca é demais.
As duas riram e entraram na casa lado a lado, num gesto tão natural quanto a amizade que construíram.
— E onde está o Oliver? — Denise perguntou, olhando em volta.
— Na aula de balé com a Lelê — explicou. — E o Saulo?
— No futebol com os meninos — respondeu, rindo.
— Quem diria que um dia a gente ia inverter os papéis, não é mesmo?
Denise riu alto, apoiando a bolsa sobre a cadeira da cozinha.
— Invertemos mesmo! — disse ela, divertida. — Eu nunca pensei que veria o Oliver cuidando de outra menina que não fosse a Alice… e nem o Saulo correndo atrás de gêmeos no campo.
— Olha só como tudo mudou. A vida é engraçada… a gente vai trocando de papéis sem nem perceber.
— E ainda bem! — Denise concordou, pegando algumas cebolas para descascar. — E agora devemos nos preparar para a chegada de mais netos.
— Quem será a próxima a engravidar? — Aurora perguntou, ajeitando as rosas no vaso.
— Eu não sei… — Denise respondeu pensativa — mas tenho quase certeza de que a Catarina vai ter um bebê antes da Elisa.
— Será? — Aurora arqueou a sobrancelha, divertida.
— Tenho quase certeza — Denise insistiu. — Aquela fogosa da Elisa só fala em aproveitar a vida a dois por enquanto, não quer nem ouvir falar em filhos.
— Isso é culpa do Saulo, que segurou ela por tanto tempo — Aurora provocou, rindo.
— Pois é! — Denise concordou entre risadas. — No tanto que ele apertou a Elisa, deixou a Eloá completamente solta… resultado: a bichinha engravidou de primeira.



O coração da avó quase saiu pela boca de tanta emoção.
— Vem cá, meu amor, deixa eu te olhar! — ela disse, enchendo a neta de beijos, enquanto Amelie gargalhava.
Logo atrás, Denise também apareceu na porta e, ao ver a cena, levou a mão ao peito.
— E eu não mereço também um abraço? — perguntou como se estivesse ofendida.
Quando viu que a outra avó também estava ali, Amelie soltou Aurora e pulou nos braços de Denise.
— Claro que merece, vovó, eu estava com tantas saudades da senhora.
— Eu também, meu amor… — Denise respondeu, emocionada, escondendo o brilho nos olhos para não chorar na frente da pequena. — Você é meu tesouro precioso.
Gael finalmente desceu do carro, seguido por Eloá, que respirou fundo antes de caminhar na direção da varanda. Para ela, aquele retorno era como completar um ciclo longo, difícil e cheio de saudades acumuladas.
Quando viu a mãe, Gael a envolveu num abraço tão forte, como se estivesse recuperando todos os dias perdidos.
— Ah, dona Aurora… eu estava morrendo de saudade dos seus abraços.
— Não mais do que eu, meu amor — ela disse, já com a voz chorona.
Ele riu baixinho, enxugando o rosto dela com as pontas dos dedos.
— Acho melhor guardar esse choro para depois, mãe… ainda tem muita emoção chegando hoje.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda
Existe pfd do livro grátis?...
Os últimos capítulos não serão liberados?...
Além de pular capítulos, ainda não tem os capítulos bônus! Onde podemos ler a história completa e de graça?...
Os capítulos 73. 74 estão faltando ai ñ da para compreender e ficamos perdidas...
Alguém tem esse livro em PDF ?...
Do capítulo 70 em diante não se entende mais nada, pulou a história lá pra frente… um fiasco de edição!!!...
A partir do capítulo 10, vira uma bagunça, duplicaram a numeração dos capítulos, para entender é preciso ler apenas os lançados em outubro de 2023, capítulo 37 está faltando, a rolagem automática não funciona, então fica bem difícil a leitura! Uma revisão antes de publicar não faria mal viu!!!...
Nossa tudo em pe nem cabeça, tufo misturado, não acaba estórias e mistura com outro, meu Deus...
Lindo demais...