— Oliver Caetano, não é mesmo?—Um homem se aproximou, estendendo a mão em forma de cumprimento. — Sou o doutor Tácio Duarte, minha secretária disse que o senhor já havia chegado, então vim o mais rápido que pude.
— Oh, sim! Muito prazer em conhecê-lo, me perdoe por chegar mais cedo, é porque estou um pouco ansioso.
— Sei como se sente Oliver, se quiser, já podemos ir para a minha sala.
— Ah, claro, vamos sim!
Enquanto acompanhava o médico, ele perguntou.
— Você iria entrar na copa? Queria beber alguma coisa?
— Beberia algo para passar o tempo.
— Ah, não se preocupe, irei pedir que tragam algo. — Passamos pela recepção e o médico falou com a secretária. — Rafaela, por favor, traga um café para mim e para o senhor Oliver.
— Prefiro água, obrigado!
— E sua acompanhante vai querer algo para beber?
Se referiu à Denise.
— Não, obrigada, estou bem. — Denise respondeu.
Entramos na sala do doutor Tácio, que era um homem muito educado e jovem, devia ter quase a mesma idade que eu. Ele era muito diferente do que eu imaginava.
— Por favor, sentem-se. Então, esse é o seu filho? — Se aproximou de Noah, apertando suas bochechas. — Muito lindinho ele.
— Muito obrigado!
— Posso? — Perguntou para Denise, se referindo se podia pegar Noah no colo.
— Claro.
— Quantos anos ele tem?
— Está com um ano.
— Ele já sabe caminhar? — Perguntava interessado.
— Está começando a dar seus primeiros passinhos agora.
— Muito fofo, amo crianças. Não vejo a hora de ter os meus.
Do jeito que o médico falou, parecia que sua esposa estava grávida, mas como não vi aliança em seu dedo, imaginei que seria apenas força de expressão, então não perguntaria, pois não tinha intenção de saber de sua vida particular.
— Ele é uma gracinha mesmo. — Denise respondeu.
O médico devolveu o Noah ao colo de Denise.
— Então, senhor Oliver, o que fez o senhor notar alguma alteração nos olhos de seu filho?
Contei para o médico, sobre observar os olhinhos de Noah lacrimejarem em excesso, e depois sobre o pequeno coágulo.
— Posso ver os exames que fez? — Entreguei todos os exames que havia feito na capital, o médico analisou cada um minuciosamente. — Bem, agora vou examiná-lo eu mesmo, mas antes, me deixa ver o porquê do nosso café demorar.
Pegou o telefone e fez uma chamada. Eu olhava para Noah, que sorria sem saber o que se passava.
— Rafa, onde está meu café?
O médico perguntou no telefone, ficando em silêncio, ouvindo a resposta do outro lado da linha.
— Tudo bem, mande-a descer imediatamente e, após fazer a consulta, diga que a levarei para casa.
Após desligar o telefone, o médico voltou-se para mim.
— Me desculpe, houve um contratempo, mas sua água já está vindo.
— Sem pressa.
O médico levou Noah para um aparelho, ali começou a examiná-lo. A secretária trouxe a água e o café, após beber, esperava que tudo acabasse logo, mas os exames eram minuciosos, o que demoraria um pouco.
Denise segurava Noah como podia para não se mexer, o que era um pouco engraçado, já que para ele aquilo ali parecia uma brincadeira.
— Desculpa demorar, cara, acabei me perdendo, o GPS do carro perdeu o sinal.
— Tudo bem, você conseguiu alugar um bom carro?
— Sim, estou chegando na clínica, o médico já chegou?
— Já, sim, só estamos te esperando para irmos embora.
— Já estou aqui, irei esperá-lo no estacionamento.
— Tudo bem, já estamos indo.
Descemos para o estacionamento, que ficava abaixo do prédio da clínica. Saulo já estava nos esperando e o carro já estava com a cadeirinha.
— Como foi? — Saulo já foi perguntando.
— Vai ficar tudo bem, pelo visto, no caminho eu te explico, agora vamos para o hotel.
Meu telefone tocou e atendi.
— Senhor Oliver, aqui é a Rafaela, secretária do doutor Tácio, continua na clínica? É porque ficou um papel sem assinar.
— Estou aqui ainda, já estou indo.
— O que foi, Oliver? — Saulo perguntou.
— Me espera, só vou assinar um papel e já volto.
Desci do carro e caminhei de volta para a clínica. No caminho, avistei o doutor Tácio de longe, entrando num carro. Ao seu lado, havia uma mulher. Ele passou de carro por mim e vi quem meus olhos mais desejavam naquele momento.
— Aurora!
Era a Aurora!
Logo que passou por mim, ela virou o rosto, me vendo também, seus olhos logo se encontraram com os meus, mas o médico passou rápido, sumindo com o carro de vista.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho traçado: uma babá na fazenda
Que história linda e maravilhosa. 98 capítulos e li em menos de 24hs. Essa história daria uma linda novela. penas lendo conseguiu provocar em mim um turbilhão de emoções, imagina se fossem cenas de novela. Parabéns a escritora Célia pela ótima história e pela riqueza de detalhes. Consegui visualizar cada cena de cada capítulo em minha cabeça. Cenas de amor, de injustiça dos vilões, da guerreira Auruora....enfim simplesmente amei essa história. E facilmente daria uma ótima novela com certeza....