Meia hora depois, no Hospital Eden, uma multidão de repórteres se aglomerava no saguão, suas câmeras e microfones prontos, como um enxame faminto cercando uma colmeia. Todos buscavam notícias frescas sobre o CEO do Grupo Dunn, com os olhos fixos no último andar, como se pudessem voar até a suíte exclusiva.
Mas uma linha impenetrável de seguranças bloqueava o acesso — entre eles, Robin.
— Ro, vou criar uma distração. Quando eu fizer isso, você entra e verifica se quem está lá dentro é mesmo seu marido — sussurrou Zelene.
— Entendido. Se não for ele, volto na mesma hora — respondeu Robin, com um aceno decidido.
As duas trocaram um olhar cúmplice. Então, Zelene tropeçou teatralmente na direção dos seguranças, agarrando-se às mangas deles.
— Ai, estou tão tonta! Acho que tive uma queda repentina de pressão!
Os seguranças, pegos de surpresa, tentaram ajudá-la. Robin aproveitou o momento e passou por eles, empurrando a porta do quarto hospitalar.
Todos ao redor da cama se voltaram com a intrusão repentina.
Ali, sentado na cama enquanto uma enfermeira cuidava de seus ferimentos, estava o homem que seus olhos imediatamente reconheceram.
Sua pele estava mais pálida que o normal, os lábios comprimidos numa linha firme. Seus traços esculpidos irradiavam frieza e autoridade, com uma aura inatingível e opressora.
Era como se ele fosse um rei em seu trono. Inatingível. Imponente.
Robin sentiu o coração apertar no peito.
Edward também a encarou, surpreso. Seu olhar frio vacilou ao vê-la — de todas as pessoas, ela era a última que esperava ver ali.
Myra, ao lado, teve o semblante fechado.
"Quem contou para ela?"
Se Robin descobrisse sua verdadeira identidade, ficaria ainda mais grudada nele e nunca aceitaria o divórcio...
— Senhorita, saia imediatamente! — disse um segurança, entrando apressado e segurando o braço de Robin.
Virou-se para Edward: — Desculpe, Sr. Dunn. Ela invadiu e não sabemos suas intenções—
— Solte-a. Saia da sala — ordenou Edward com frieza.
O segurança obedeceu, deixando Robin livre.
Ela baixou o olhar por um instante. Em seguida, o fixou em Edward com firmeza.
— Sr. Dunn, ouvi dizer que você é o CEO do Grupo Dunn. Isso é verdade?
— Persegui-lo até aqui e ainda fingir que não sabia? Quanta falsidade! — zombou Myra.
Robin ignorou o comentário. Seus punhos estavam cerrados, mas seu foco era apenas Edward.
Ele a olhou, a voz neutra:
— Sou. E se for, o que muda?
A última esperança no coração de Robin se dissipou.
— Então por que mentiu dizendo que era motorista? — sua voz falhou na última palavra.
Edward engoliu seco, a voz controlada:
— Nunca disse que era motorista.
Robin estremeceu.
Ele estava certo. Quando ela perguntou sobre seu trabalho, ele respondeu: “Eu dirijo.” E ela assumiu o resto.
Ela jamais cogitou que “dirigir” significasse liderar um império — e confiava demais para duvidar.
Edward notou sua palidez. Depois de um instante, falou:
— Robin, sobre isso...
Mas ela se virou e saiu antes que ele terminasse.
Sua expressão escureceu drasticamente.
Mas por dentro, seu mundo desmoronava.
O homem que até dias atrás dividia as tarefas domésticas, que montou uma árvore de Natal, que prometeu um presente e uma resposta ao voltar...
Como poderia ser o CEO todo-poderoso do Grupo Dunn?
Ela se permitia sonhar com o motorista Edward. Mas se apaixonar pelo Sr. Edward Dunn? Isso ela não podia.
Eles pertenciam a mundos diferentes.
Lembrou-se de tê-lo visto em uma gala, cercado de socialites, e pensou tê-lo confundido. Agora via que era ele de verdade.
Depois do hospital, pediu a Zelene para levá-la ao apartamento.
— Zelene, fique aqui um instante. Vou pegar algumas coisas — disse, entrando no quarto.
Na sala, Zelene notou a estrela de cristal no topo da árvore.
— Ro! Aquela estrela amarela é a que foi vendida por 50 milhões no Leilão Grand Orchid?! Foi ele que comprou?!
Os cílios de Robin tremeram.
Na noite anterior, achou a estrela bonita, mas pensou que fosse falsa. Chegou a comentar com Edward sobre o peso dela.
Agora, sentia um riso amargo subir, e lágrimas se formaram nos olhos.
Ela as enxugou rapidamente.
— Não sei. Não é minha.
— Sério? Esse apartamento é tão apertado. Ele podia pelo menos te dar um lugar melhor pra morar, né?
Zelene suspirou, depois se corrigiu:
— Ah, é verdade. Ele estava fingindo ser motorista... Homens, viu? Quando não estão atrás do seu corpo, estão brincando com seu coração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casada em Segredo com o Herdeiro
O livro e ótimo, só que fiz que e gratuito mais agora estão cobrando, antes não era assim, pq mudou??...