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Casada em Segredo com o Herdeiro romance Capítulo 345

A pele clara de Edward desenhava uma silhueta impecável, com a cintura bem marcada e músculos definidos contornando sua figura até onde as calças de alfaiataria começavam.

Cicatrizes discretas cruzavam suas costas, mas em vez de diminuírem sua presença, só realçavam seu charme rude e misterioso.

Robin sentiu o rosto aquecer e instintivamente levou a mão ao nariz, como se pudesse conter o calor que subia pelas orelhas.

Era cedo demais para ficar tão excitada.

Sentindo o olhar dela, Edward se virou devagar, os olhos encontrando os dela num instante.

— Ficamos apenas alguns dias separados. Já esqueceu como eu sou?

— C-claro que não. Por que perguntaria isso?

— Então por que está corando?

O tom provocador arrancou um rubor ainda mais intenso de Robin. Ela se cobriu com o cobertor e murmurou:

— Você está se trocando na minha frente. Corar é uma forma de respeito, ok? Qual o problema nisso?

Edward soltou uma risada baixa.

— Então quer dizer que você gostou do que viu?

Normalmente, Robin ficaria sem reação. Mas desta vez, ergueu o queixo levemente e retrucou:

— Nada mal. Vejo que continuou seus treinos durante a viagem. Mantenha o ritmo.

Edward arqueou uma sobrancelha, surpreso.

Então era assim? A pequena cordeirinha que sempre recuava estava ousando revidar?

Desabotoando lentamente a camisa, ele caminhou até a cama com um sorriso brincalhão nos lábios.

— Nesse caso, quer tocar?

Tocar o quê?

Robin congelou. Mas antes que pudesse refletir, suas mãos já tinham reagido por conta própria, pousando sobre os músculos definidos de seu abdômen.

A pele era macia por fora, mas firme por baixo. A sensação era viciante, e seus dedos apertaram levemente, inconscientes.

Edward prendeu a respiração, rapidamente segurando a mão dela.

— Já chega.

— Por quê? — retrucou Robin com um biquinho. — Você mesmo ofereceu. Agora está fugindo? Que mesquinho.

A risada dele veio grave e profunda, vibrando no peito.

— Se continuar, quem vai sair perdendo é você — disse ele, em tom de alerta.

Mas por que ela sairia perdendo? Era ele quem estava sendo tocado!

Antes que pudesse elaborar o pensamento, uma lembrança da última noite antes de ele viajar cruzou sua mente. Suas bochechas esquentaram ainda mais, e ela se jogou para fora da cama.

— A feira da escola já vai começar. Preciso me arrumar!

Edward a puxou pelo braço.

— Está esquecendo de algo.

— O quê?

— Isto. — Ele lhe entregou uma elegante caixa de presente, com detalhes dourados nas bordas. — Um presente para você.

Robin piscou surpresa.

— Mesmo com toda a correria, ainda arrumou tempo para me dar um presente?

— Comprei de um vendedor de rua.

Ela quase riu. Como se fosse acreditar nisso.

Preferiu não desmenti-lo e abriu a caixa. Dentro, encontrou um colar e uma pulseira de platina com pequenos diamantes azuis — discretos, mas refinados, irradiando um charme calmo e sofisticado.

Ela já havia ganhado joias antes, mas nunca gostara muito. Raramente usava. E, ainda assim, aquela peça a fez sorrir genuinamente.

Levantando os cabelos, virou-se para Edward.

— Pode colocar em mim?

Ele se aproximou, prendendo o colar com cuidado e, depois, ajustando a pulseira em seu pulso.

As pedras azuis refletiam levemente sobre sua pele clara.

— Pai, vamos trocar de roupa. Até logo.

Edward assentiu, vendo-os sumirem pelos bastidores.

No caminho de volta para o auditório, recebeu uma ligação urgente e pediu para Robin seguir na frente.

Ela mal se sentara quando Henry apareceu.

Sem cadeira de rodas, carregava um buquê de rosas creme.

— É pro Gaz? Ele tá lá atrás. — Robin apontou.

— Não, é pra você. — Henry entregou as flores.

Ela hesitou por um segundo antes de aceitá-las.

— Obrigada.

— Como ele está? Nervoso?

Robin pensou no pequeno exibido e riu.

— De jeito nenhum. Se está nervoso, disfarça bem demais.

— Esse é o Gaz — sorriu Henry, nostálgico. — Lembro quando nasceu. Tão pequeno que eu nem sabia como segurar. Agora já está aqui, se apresentando.

Uma sombra passou por seus olhos.

— Um dia, ele me chamou de pai. Uma única vez. Nunca mais. Acho que percebeu que estava enganado.

Robin riu, surpresa.

— Você lembra disso?

Gaz, mesmo pequenininho, era esperto. Deve ter percebido rápido o erro e nunca repetiu.

— Ainda queria ouvir ele me chamando de pai de novo, só uma vez. Mas conhecendo o temperamento dele... acho que não vai acontecer.

O silêncio caiu entre eles.

Sem que Robin percebesse, Edward havia voltado. Estava a poucos metros dali, observando a cena, a expressão fechada.

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