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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 10

O sol ainda não havia subido completamente quando os primeiros ruídos da cozinha começaram a ganhar vida na Fazenda Sun Valley. O cheiro de café fresco já preenchia o ar, misturado ao perfume de pão recém-assado e bacon chiando na frigideira de ferro.

Maria, com o avental de flores amarrado na cintura, cantarolava baixinho enquanto ajeitava a mesa com uma dedicação que só os anos sabiam explicar.

Ela gostava de cuidar de Taylor desde que ele era menino. Tinha aceitado o pedido de Sophia em acompanhar o filho, quando o mesmo havia decidido ir morar na fazenda sozinho. Sempre o mimou como se fosse um neto e jamais deixaria Taylor sozinho. No fundo,Sophia era grata a Maria por tudo.

Mesmo agora, crescido, imponente, sempre de cara amarrada, ela ainda o via como o garoto de cabelos loiros que aparecia cedo na cozinha pedindo mais panquecas e achando que ninguém percebia quando passava manteiga demais no pão.

A mesa estava posta com tudo que ele gostava: ovos mexidos com queijo, pão de milho, suco de laranja fresco, biscoitos amanteigados e café forte, do jeito que ele preferia. Maria suspirou e olhou para o relógio. Sabia que Taylor logo desceria. Sua rotina era religiosa, sempre às sete em ponto. Mas naquela manhã… havia uma tensão diferente no ar. Maria tinha percebido que Taylor tinha chegado de madrugada e dispunha de um sorriso no rosto, será que tinha algo a ver com a noiva escolhida por sua família?

Enquanto isso, no quarto do andar de cima, Taylor Remington Miller dormia inquieto.

O lençol estava amarrotado, uma das pernas descobertas, os músculos do peito se moviam em um vaivém pesado. Sua respiração era irregular. As mãos apertavam os lençóis como se quisessem agarrar algo que estava escapando. Ou alguém.

O sonho era vívido. Real demais.

Lila.

Com os cabelos soltos e molhados, os olhos semicerrados, os lábios entreabertos. Ela vinha até ele como um vendaval em pele de seda. O vestido colado ao corpo, a boca pronta para guerra. O perfume floral misturado à pele quente. Ela o empurrava contra a parede e dizia com voz baixa:

— Vai me dominar, cowboy… ou vai continuar me olhando como se tivesse medo?

Ele a pegava pelos quadris, colava o corpo ao dela e a fazia calar com um beijo feroz. Suas mãos exploravam o seu corpo com desejo e luxúria, enquanto Lila gemia na sua boca e esfregava o quadril contra o dele e sussurrava:

— Vai cowboy, me domina por completo!

Taylor acordou com um sobressalto. O peito arfava, o coração batia acelerado dentro do peito. Estava excitado. E irritado por estar excitado.

— Droga — murmurou, passando a mão pelos cabelos loiros bagunçados, enquanto cerrava a mandíbula.

Jogou o lençol para o lado e se sentou à beira da cama, ainda ofegante, com os olhos fixos no chão de madeira. A imagem dela ainda queimava por trás das pálpebras. Sem membro pulsou pedindo alívio e Taylor mordeu os lábios para conter o desejo insano de se tocar pensando nela.

— MALDIÇÃO!

Desde o maldito beijo no carro, desde o olhar desafiador, desde a maneira como ela o provocava com cada palavra, Taylor parecia ter perdido o controle da própria mente e do próprio corpo.

— Mas eu não vou me aliviar pensando em você! Não mesmo!

Se levantou, caminhou até o banheiro e ligou o chuveiro no frio. Precisava de um choque de realidade.

A água gelada escorreu pelas costas largas, apagando parte do calor do sonho, mas não a raiva. Não o gosto. Porque era isso que mais o incomodava: ele queria mais. Queria sentir de novo. Queria arrancar dela cada provocação fingida até que ela confessasse com o corpo o que a boca jamais diria.

Depois do banho, vestiu-se rapidamente. Calça jeans, camisa xadrez, cinto com fivela grossa. Passou as mãos pelos cabelos molhados, pegou o chapéu e desceu.

A cozinha já estava aquecida, cheirosa e com a mesa arrumada.

— Bom dia, meu querido — disse Maria, com um sorriso afetuoso. — Dormiu bem?

— Dormi. — mentiu, puxando a cadeira e se sentando. — Alguma notícia dos bois da parte norte?

— Maurício foi checar antes do amanhecer. Disse que estão pastando tranquilos.

— Ótimo.

Maria lhe serviu café. Ele pegou o pão de milho e começou a comer em silêncio, como sempre fazia. O ritual de todas as manhãs era sua maneira de manter a cabeça no lugar. Mas naquela manhã, em especial, não duraria.

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