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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 11

O céu sobre a fazenda Miller estava pintado com tons de fogo e ouro. Um espetáculo digno de admiração… para quem estivesse com a cabeça tranquila. Mas Taylor Remington Miller estava longe disso.

Ele saiu portão afora como um furacão sobre patas, montado em Diablo, seu alazão negro, enorme, feroz e orgulhoso como o próprio dono. O animal relinchava alto, bufando como um touro selvagem, os cascos batendo com força na terra batida, levantando poeira atrás de si.

Diablo não era apenas um cavalo. Era uma lenda em carne, osso e ferradura. Negro como noite sem lua, com crina grossa e selvagem, olhos de fera e um gênio que só não era pior que o do próprio dono. Diziam que ele derrubou três peões em menos de uma semana e mordeu o veterinário porque “não gostava do cheiro de remédio”. Ninguém ousava montá-lo, ninguém além de Taylor. E não porque tivesse domado o cavalo, mas porque os dois tinham feito um pacto silencioso de selvageria.

Naquela manhã, Diablo parecia tão indignado quanto o homem sobre seu lombo. O cavalo disparava com uma urgência animalesca, como se dissesse “eu também tô puto, parceiro”.

Taylor estava uma bomba prestes a explodir. O rosto fechado, os olhos semicerrados, as mãos firmes nas rédeas, o maxilar travado como se estivesse rangendo dentes por dentro. A noite anterior ainda fervia sob a pele. A imagem de Lila, completamente bêbada naquela boate em Manhattan, dançando com qualquer idiota que aparecesse, os olhos turvos, a boca provocadora, ainda grudava nele feito ferrugem.

Tinha sido avisado por Catarina, sua irmã caçula, por mensagem: "Olha isso!."

Ele largou tudo naquela noite, atravessou a cidade de madrugada, entrou feito um raio na boate e viu ela, Lila Montgomery, dançando super sexy enquanto todos os homens da boate lhe comiam com os olhos. Os olhos dela brilharam quando o viram, e logo em seguida se estreitaram de raiva.

Ela o provocou, gritou. Disse que não precisava de cavaleiro nenhum para resgatá-la. Chamou-o de ogro. Ele, em resposta, jogou-a no ombro como um saco de ração e saiu com ela de cabeça pra baixo, batendo nas costas dele e berrando feito uma tempestade com salto agulha.

Maldita hora em que ele se inclinou dentro daquele carro, no estacionamento da boate, e agarrou o rosto dela com as mãos. Lila estava histérica, gritando, batendo no peito dele, com os olhos faiscando de raiva e provocação, a boca vermelha acusava, zombava, desafiava.

E então ele não aguentou.

Foi mais forte do que a razão, mais rápido que qualquer pensamento. Foi impulso. Foi sangue. Foi pele.

Foi desejo bruto.

Ele a calou com um beijo. Um beijo seco, rápido, bruto… e ainda assim, intenso. Ardente e profundo o suficiente para fazê-la perder a fala. Os olhos dela arregalaram no impacto, as mãos pararam no ar. E então... ela não lutou.

Ela correspondeu.

Não por obrigação, não por medo. Mas porque o corpo dela quis.

Taylor ainda podia sentir a textura dos lábios dela, macios, carnudos, com o gosto adocicado de vodca e baunilha. O calor da respiração dela misturado com o cheiro agridoce do perfume caro que ela usava. O toque da mão pequena tentando empurrá-lo e depois… segurando a gola da camisa dele por um segundo a mais.

Ele podia jurar que sentiu o quadril dela ceder. Que a boca dela buscou a dele antes de ele romper o beijo. Que, por um instante, ela se esqueceu de odiá-lo.

E esse era o maldito problema.

O corpo dele respondeu a isso como se tivesse sido atingido por um raio. O sangue ferveu, a pele eletrificou. Ele saiu de lá com o maxilar travado e o corpo latejando com uma urgência que não sentia fazia tempo.

Até Diablo percebeu a tensão.

Desde então, tudo nele estava fora de controle. Não dormiu direito. A raiva crescia, mas era confusa, porque vinha misturada com desejo. E Taylor odiava se sentir vulnerável. Ainda mais por causa dela..

Agora, a caminho do riacho, onde sabia que Maurício gostava de se esconder do mundo, Taylor desceu de Diablo com um salto firme. Prendeu o cavalo a um galho grosso, ignorando o bufar indignado da besta, como se ela também ainda não tivesse superado a ressaca emocional da noite anterior.

Foi então que viu uma silhueta largada à beira da água. Maurício Alves, o seu melhor amigo, estava ali, como sempre, deitado feito um lagarto satisfeito, camisa xadrez aberta no peito, pés dentro d’água, boné virado para trás e uma lata de refrigerante na mão.

— Olha quem resolveu abandonar o trono de rei do gado pra vir chorar na beira do córrego — disse Maurício, sem sequer abrir os olhos. — Tá fugindo de uma cerca quebrada ou de um casamento arranjado?

— Dos dois, se possível — respondeu Taylor, sentando numa pedra e soltando um suspiro que parecia pesar toneladas. — Mas hoje… mais do segundo.

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