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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 100

O silêncio que surgiu após a saída de Amanda parecia gritar.

O barulho suave da água corrente, o canto distante dos pássaros e as risadas abafadas de Catarina e Maurício, mais ao fundo, pareciam pertencer a outro mundo. Ali, perto das pedras do riacho, o tempo parou, e só existiam dois universos colidindo: o dela e o dele.

Lila estava com a água até a cintura, o corpo ainda trêmulo, mas não sabia dizer se era por causa do frio da correnteza ou do calor que pulsava dentro dela. A pele arrepiada denunciava o turbilhão interno. Cada gota de água que escorria por suas pernas parecia conduzir a mesma corrente elétrica que percorria seu corpo sempre que o olhar dele encontrava o seu.

Taylor permanecia parado na margem, o chapéu na cabeça, os polegares presos ao cinto, observando-a em silêncio. A camisa xadrez colava levemente ao peitoral suado, os cabelos loiros desgrenhados caíam sobre a testa, e o sol fazia a pele bronzeada brilhar. Mas eram os olhos… os olhos azuis que queimavam de intensidade, carregados de algo que ele tentava controlar e falhava miseravelmente.

Por fora, parecia relaxado, mas a mandíbula levemente travada, os punhos discretamente cerrados e o peito que subia e descia mais rápido do que o normal denunciavam: ele estava longe de estar calmo.

Lila desviou o olhar por um instante, tentando encontrar uma âncora para respirar, mas aquilo só durou até ele falar.

— Então… — a voz grave e rouca quebrou o silêncio como um trovão abafado, arrastando cada sílaba. — Foi pra me provocar, é isso?

Ela piscou, surpresa, mordendo o lábio inferior numa tentativa frustrada de fingir indiferença.

— O quê? — respondeu, arqueando uma sobrancelha, embora soubesse muito bem do que ele falava.

Taylor deu dois passos à frente, aproximando-se da borda. O cascalho rangeu sob suas botas, mas os olhos nunca deixaram os dela. O sorriso de canto que ele carregava era lento, perigoso, quase cruel, carregado de uma confiança que fazia algo no estômago de Lila se revirar.

— Essa lingerie… — murmurou, num tom baixo, rouco, quase um sussurro que só ela podia ouvir. — Escolheu por acaso?

O ar escapou dos pulmões dela de repente. Por um segundo, não conseguiu responder, sentindo o sangue subir para o rosto. A única reação que encontrou foi cruzar os braços na frente do corpo, como se pudesse proteger-se do olhar dele… e, no fundo, sabendo que era inútil.

— Não é da sua conta. — disse, tentando soar firme, mas a voz saiu baixa demais, fraca demais, quase um convite escondido.

Taylor arqueou uma sobrancelha, inclinando a cabeça levemente. Um sorriso lento tomou forma nos lábios, um sorriso que não era só deboche, era desejo contido, quase um aviso.

— Ah, mas é… — sussurrou, largando o chapéu sobre uma pedra próxima e se abaixando na margem, com os cotovelos apoiados nos joelhos. — Tudo que envolve você acaba sendo da minha conta, Lila.

O nome dela em sua voz grave soava diferente, carregado de algo que a fazia estremecer por inteiro. Era quase perigoso.

Lila respirou fundo, buscando forças para não se perder ali, para não entregar na expressão o que o corpo já gritava. Seus mamilos se eriçaram e seu corpo arrepiou ao ouvir aquela frase. Ela envolveu o corpo com os braços, tentando ocultar essa informação dele, mas era tarde demais, Taylor tinha visto, e o sorriso vitorioso que surgiu em seus lábios deixou claro isso. Abaixou os olhos, tentando desviar, e murmurou com um falso tom de leveza:

— Você devia ir ajudar o seu amigo. — apontou com o queixo na direção de Maurício, que brincava com Catarina na parte mais funda.

Taylor soltou um riso baixo, rouco, carregado de ironia, um som que fez o estômago dela dar um nó.

— E perder isso? — gesticulou discretamente na direção dela, com os olhos cravados nos dela, intensos, famintos. — Nem morto.

Lila engoliu em seco, sentindo o calor subir pelo corpo. A água fria parecia inútil contra o que queimava por dentro.

Ele ergueu uma das mãos devagar, os dedos quase roçaram o rosto dela, mas não a tocou. Mas o “quase” foi pior que qualquer toque. A pele dela formigava só com a proximidade.

— Lila… — a voz dele saiu baixa. — Para de fugir de mim.

O coração dela disparou, o corpo inteiro reagiu antes da mente. Um arrepio subiu pela coluna, deixando-a vulnerável de um jeito que odiava. Queria responder, queria enfrentá-lo… mas os olhos azuis queimando sobre os seus tornavam impossível qualquer palavra.

Antes que pudesse dizer algo, Catarina gritou do outro lado:

— Se vocês não vierem pra cá logo, eu juro que mergulho a sua cabeça na água, Taylor!

Ele fechou os olhos por um instante, respirando fundo para recuperar o controle. Um riso baixo, rouco, escapou pelos lábios. Lentamente, afastou-se um passo, mas o olhar dele ainda estava preso no dela.

— Isso ainda não acabou. — murmurou, com uma certeza que fez a pele dela arrepiar.

Taylor se afastou devagar, indo na direção dos outros, mas cada passo que dava deixava um rastro de tensão no ar.

Lila permaneceu imóvel, sentindo o coração bater forte demais e o corpo inteiro em alerta. Sabia, com cada fibra do seu ser, que nada do que estava acontecendo entre eles poderia ser contido por muito mais tempo.

E, no fundo, uma parte dela ansiava por isso.

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