O sol já estava mais alto quando o grupo deixou o riacho. O calor do fim da manhã fazia o ar vibrar, mas nada, absolutamente nada, se comparava à intensidade que queimava entre Lila e Taylor.
O som ritmado dos cascos de Diablo contra o chão ecoava no caminho de volta, misturando-se ao farfalhar das folhas e ao canto distante dos pássaros. A trilha sinuosa atravessava uma clareira, iluminada pelo brilho dourado do sol, mas, para Lila, tudo parecia borrado, o mundo inteiro se reduzia ao calor que sentia atrás de si.
Ela estava na sela, à frente, com as mãos apertando as rédeas, mas era Taylor quem realmente conduzia o cavalo. Ele estava logo atrás, o corpo colado demais ao dela, tão perto que ela podia sentir o calor dele envolver cada pedaço da sua pele. Cada respiração dele roçava de leve na lateral do seu pescoço, e isso era o suficiente para fazer cada nervo do corpo de Lila entrar em estado de alerta.
O contato constante das pernas, o toque ocasional dos ombros, o peito dele pressionando suas costas cada vez que Diablo trotava… tudo parecia amplificado. Lila sentia cada detalhe, cada mínimo movimento, e era impossível fingir que não.
Diablo soltou um relincho baixo, como se também sentisse a tensão dos dois, e Taylor, ainda com uma mão segurando firme a rédea, assobiou curto, controlando o animal com precisão.
O vento trazia o cheiro da mata úmida, mas, para Lila, o único perfume que conseguia sentir era o dele, aquele cheiro amadeirado, quente, que misturava couro, suor e algo puramente masculino.
Taylor se inclinou para a frente, aproximando o corpo ainda mais do dela. A boca dele chegou perigosamente perto da curva do pescoço exposto, e Lila sentiu a respiração quente contra a pele úmida, provocando um arrepio instantâneo.
— Relaxa as mãos, princesa… — murmurou, com a voz baixa, rouca, arrastando cada palavra de um jeito que fazia o coração dela tropeçar.
Lila engoliu em seco, tentando se concentrar na trilha à frente, mas era impossível. Os dedos dela tremiam sobre as rédeas, a respiração estava entrecortada, e o calor que se espalhava pelo corpo não tinha nada a ver com o sol.
Taylor percebeu. Ele sempre percebia. E, quando percebeu, um sorriso lento e perigoso curvou os lábios dele. O movimento seguinte foi deliberado, ele se inclinou um pouco mais e depositou um beijo suave na lateral do pescoço dela.
O toque foi delicado e quente, carregado de intenção.
Lila fechou os olhos, os lábios entreabriram, e um gemido baixo, involuntário, escapou da garganta dela. Era quase imperceptível, mas Taylor ouviu. E sorriu contra a pele dela.
O corpo dela reagiu de imediato: um arrepio longo percorreu a espinha, e, sem nem perceber, Lila se apertou contra ele, buscando um pouco mais de contato.
Taylor não resistiu. Soltou as rédeas com uma das mãos e envolveu a cintura dela por baixo da camiseta molhada, puxando-a contra o peito, segurando-a firme. O braço dele, forte, sólido, a prendia de um jeito que não deixava dúvidas sobre o que estava acontecendo ali.
O mundo poderia estar em chamas, mas, para Lila, só existiam eles dois naquele instante.

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