O caminho de volta para a fazenda seguia silencioso, mas o silêncio não era paz. Era um campo minado, carregado de tensão, respirações aceleradas e pensamentos perigosos. Lila ainda sentia os dedos de Taylor na sua cintura, firmes, possessivos, queimando contra a pele. Diablo avançava tranquilo, mas cada balanço do corpo do cavalo fazia os dois se roçarem mais do que deveriam.
Quando a cerca principal da fazenda surgiu no horizonte, Taylor murmurou baixo, com a voz rouca, tão próxima do ouvido dela que fez um arrepio subir pela espinha:
— Desce comigo no celeiro.
Lila piscou, surpresa, sentindo o coração disparado, mas não teve coragem de responder. Apenas engoliu em seco e assentiu de leve, sentindo o estômago revirar de nervosismo e desejo ao mesmo tempo.
Assim que cruzaram o pátio, Taylor desviou com Diablo discretamente, sem chamar atenção de Catarina nem de Maurício, que seguiram em direção à casa. Conduziu o cavalo até a lateral do celeiro, onde o som dos cascos abafados pelo chão de terra e o cheiro de feno fresco criavam uma atmosfera carregada.
Quando pararam, Taylor desmontou primeiro, descendo com um movimento ágil. Estendeu as mãos para ajudar Lila, e, no instante em que os dedos dele envolveram a cintura dela para erguê-la da sela, nenhum dos dois conseguiu se afastar.
Lila desceu devagar, o corpo roçando contra o dele até os pés tocarem o chão. Por um segundo, ficaram perto demais, tão próximos que o ar entre eles parecia vibrar.
Taylor encostou o cavalo e, sem dizer uma palavra, prendeu o olhar no dela. Um olhar quente, intenso, faminto. Lila engoliu em seco, tentando dar um passo para trás, mas ele segurou sua mão, firme, e puxou-a para dentro do celeiro.
O ambiente ali estava mergulhado numa penumbra suave, com feixes de luz atravessando as frestas das tábuas de madeira. O cheiro de couro, terra e feno se misturava à respiração acelerada dos dois. Taylor parou em frente a ela, com os ombros largos criando uma barreira inescapável, e soltou um sorriso lento, quase perigoso.
— Lila… — disse, baixo, a voz grave vibrando no peito dele. — Você tem ideia do que fez comigo lá no riacho?
Ela mordeu o lábio inferior, tentando parecer firme, mas falhou miseravelmente. A respiração estava irregular, o corpo inteiro pulsando.
— Taylor… nós não devíamos… — começou, mas a própria voz soou fraca, sem convicção.
Ele avançou um passo, encurtando a distância entre eles, e apoiou uma das mãos na parede atrás dela, deixando-a praticamente encurralada. O corpo dele exalava calor, e o perfume amadeirado misturado ao suor fazia o coração dela martelar no peito.
— Devíamos, sim. — murmurou, com os olhos cravados nos dela. — Faz dias que eu tento resistir, mas você não facilita… e hoje… — ele fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, antes de voltar a encará-la com intensidade. — Hoje você acabou comigo.
Lila não teve tempo de reagir. Taylor ergueu a mão livre, roçando os dedos na lateral do pescoço dela, subindo devagar até o maxilar. O toque era quente, firme, como se ele estivesse se contendo para não se perder por completo. Ela sentiu os joelhos enfraquecerem.
— Taylor… — sussurrou, mas não teve chance de dizer mais nada.
Ele a puxou pela cintura e a encostou contra a parede de madeira. Os corpos colidiram com força, mas não havia espaço para desconforto, só para o calor que crescia entre os dois. Taylor inclinou o rosto e capturou a boca dela num beijo profundo, faminto, como se tivesse esperado por aquilo durante anos.
Lila ofegou contra os lábios dele, as mãos deslizaram pelos ombros largos, agarrando a camisa xadrez aberta, puxando-o ainda mais para perto. O beijo era urgente, quente, e as respirações entrecortadas se misturavam.
Taylor, sem interromper o contato, desceu a mão pela lateral do corpo dela, contornando a curva da cintura até segurar firme na coxa, puxando-a para mais perto. Diablo relinchou lá fora, como se sentisse o clima tenso no ar, mas nenhum dos dois se importou.
Ele se afastou por um segundo, com os lábios vermelhos, o olhar escuro e dilatado pelo desejo, e murmurou contra a pele úmida do pescoço dela:
— Você tá me deixando louco, Lila.
Lila engoliu em seco, tentando encontrar forças para falar, mas tudo no corpo dela gritava que não queria interromper aquilo. O coração pulsava tão forte que ela tinha certeza de que ele podia ouvir.
Taylor ergueu o rosto e prendeu o olhar no dela, colando a testa na dela e com os olhos fechados.
— Se você quiser que eu pare, fala agora. — disse, com a voz grave, rouca, carregada de desejo e ao mesmo tempo de controle.
Lila mordeu o lábio, sentindo o corpo inteiro estremecer, e respondeu num sussurro quase inaudível:
— Não para.

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