O sol do meio-dia refletia forte nas tábuas envelhecidas da varanda da fazenda, lançando faixas de luz dourada sobre o pátio de terra batida. O calor subia em ondas, mas nada se comparava à temperatura que vibrava no ar entre Lila e Taylor.
O clima no celeiro ainda estava quente quando Catarina e Maurício chegaram. Catarina vinha com um sorriso debochado no rosto, os braços na cintura de Maurício e os olhos divertidos. Eles desceram do cavalo e enquanto Maurício amarrava o animal na baia, Catarina cruzou a porta do celeiro e viu o irmão e a cunhada.
Lila estava completamente vermelha e tentava cobrir o corpo molhado com a toalha que estava no chão. Taylor passava as mãos pelos cabelos, gesto esse que geralmente fazia quando estava no limite.
Catarina arqueou uma sobrancelha, e seus lábios curvaram-se num sorriso malicioso. Seus olhos desceram descaradamente pela calça jeans de Taylor, e ela soltou um assobio baixo, carregado de provocação:
— Bom… — disse, com a voz arrastada, apoiando-se na lateral da porta — pelo visto, alguém se divertiu bastante aqui dentro.
O comentário caiu como uma bomba silenciosa.
Lila, que ainda ajeitava a toalha no corpo, corou violentamente. O calor subiu do pescoço até o rosto, e ela desviou o olhar, ajeitando os cabelos molhados atrás da orelha com um gesto nervoso.
Taylor, por outro lado, não recuou nem um passo. Se abaixou devagar, pegou o chapéu do chão, colocou-o de volta na cabeça e encarou Catarina com um olhar firme, e o maxilar marcado. Mas em seguida, um sorriso lento e debochado surgiu de seus lábios.
— Engraçadinha, como sempre. — murmurou, ajustando o chapéu e puxando Lila pela mão para mais perto de si. — Mas, se eu fosse você, Catarina, cuidava mais da própria vida.
Catarina ergueu as mãos no ar, fingindo rendição, mas o sorriso só se alargou:
— Ah, querido, eu tô cuidando sim… — disse, com um tom doce, venenoso, como quem saboreava cada palavra.
Maurício, que observava os dois, decidiu colocar mais lenha na fogueira. Encostou-se à parede, cruzando os braços, e falou num tom baixo, provocador, o suficiente para Taylor ouvir… mas Lila também:
— Melhor você se preparar, cowboy… Amanda vai querer te matar depois dessa.
O comentário foi como uma fisgada direta no estômago de Lila. Ela sentiu o corpo inteiro retesar, o peito subir e descer mais rápido, os dedos apertaram com força a toalha contra o corpo. Um nó desconfortável se formou na garganta, misturado a uma pontada de ciúme que ela tentou esconder, mas falhou miseravelmente.
Taylor percebeu, sempre percebia. O olhar dele desviou para Lila por um instante, e o sorriso de canto apareceu, lento, perigoso, carregado de algo que só os dois entendiam.
Taylor ajeitou o chapéu outra vez, prendeu a mão de Lila com firmeza e disse, com a voz grave, baixa, numa calma que parecia forçada:
— Problema já é meu sobrenome, Maurício. Pode anotar.
Maurício soltou um riso abafado, balançando a cabeça, enquanto Catarina cruzava os braços, fingindo inocência, mas o olhar divertido não saía de Lila e Taylor.
O grupo deixou o celeiro junto, caminhando para fora. O sol forte os envolveu, e o calor da terra subia, quase sufocante. Diablo, ainda selado, relinchou baixo quando Taylor passou a mão pelo pescoço do animal se despedindo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário