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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 12

O mundo parou. Ou, ao menos, foi o que Maurício sentiu quando ouviu a última frase do amigo.

Ele piscou duas vezes. Depois arqueou uma sobrancelha como se tivesse escutado o maior absurdo do universo. Porque, de certa forma, tinha.

— Desculpa, eu ouvi direito? Lila Montgomery? — repetiu, ainda incrédulo, como se estivesse digerindo uma piada de mau gosto. — Aquela Lila? A que chegou em rodeio de helicóptero particular e desceu dizendo que o vento tinha estragado a escova de mil dólares?

Taylor soltou um suspiro exausto, quase dolorido.

— A própria — confirmou, sem muita vontade.

— Você vai casar com a Megera Indomável? Com o furacão loiro de salto agulha e olhar que fulmina? Aquela mulher que confundiu um curral com uma passarela da Milan Fashion Week e disse que vaca era “conceitual demais”? Aquela mulher?

Taylor passou a mão pelo rosto como se tentar apagar o dia inteiro.

— Sim, Maurício. É com ela que eu vou me casar.

O amigo simplesmente caiu para trás na grama, gargalhando como se tivesse recebido a melhor notícia do ano. Batia a mão na perna com força, dobrado de tanto rir.

— Irmão, isso é ouro puro. Você, o cara que sempre me disse e várias vezes, por sinal, que não suportava mulher mimada, agora vai dormir com uma todo santo dia?

— Agradeço o lembrete — respondeu Taylor, com sarcasmo escorrendo da voz. — Isso foi extremamente reconfortante.

Maurício ainda se contorcia de rir, limpando uma lágrima do canto do olho.

— Cara… você sempre dizia que ia acabar casando com uma veterinária parruda do interior, daquelas que xingam pior que caminhoneiro e sabem castrar um bezerro de olhos fechados. Mas Lila?

Ele ergueu os braços para o céu e falou com falsa reverência:

— Deus, o senhor trabalha mesmo em caminhos misteriosos.

Taylor pegou uma pedra do chão e arremessou no riacho com violência. A água espirrou, espantando uma libélula que voava por perto.

— Se depender de mim, esse casamento vai ser só no papel. Assinatura, alianças e boa noite. Nada mais.

Maurício estalou os dedos com um sorriso malicioso.

— Boa sorte com isso, parceiro. Porque eu já vi o olhar daquela mulher. E ela não é do tipo que aceita "nada mais". Ela vai te engolir vivo. De salto, com garfo de prata. E com batom vermelho impecável.

Taylor não respondeu de imediato. O silêncio caiu entre os dois por um segundo, apenas o som do riacho e o farfalhar das folhas ao vento preenchiam o ar. Até que Maurício murmurou, como quem j**a sal na ferida:

— Tem só um detalhe.

Taylor levantou os olhos, desconfiado.

— Ela é uma megera, sim. Mas também é gata. E gostosa pra caralho.

Taylor bufou alto, cruzando os braços.

— Totalmente indiferente pra mim.

— Claro — respondeu Maurício, com um sorrisinho cínico. — Quero só ver quando vocês estiverem dormindo no mesmo quarto. Quero ver o quanto vai conseguir ser indiferente quando ela sair do banheiro de camisola de seda, cabelo molhado e cara emburrada. Spoiler: você não vai resistir.

Taylor recolocou o chapéu com força, como se aquilo pudesse ajudá-lo a manter o foco.

— Eu vou fazer ela se arrepender de ter aceitado essa maluquice.

— Então vai assinar o contrato de casamento como quem entra numa montaria de oito segundos?

Taylor o encarou com olhos frios, mas havia algo mais ali. Algo que nem ele queria nomear.

— Com sorte, fico viúvo antes da segunda semana.

Maurício gargalhou alto, rolando pela grama.

— Senhor, livrai teu servo do salto agulha da ira feminina. Amém.

Ao fundo, Diablo relinchou alto, como se estivesse participando da piada. Os dois amigos se viraram para o animal, e até ele parecia estar rindo.

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